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Cuiabá, 12 de Junho de 2026
12 de Junho de 2026

21 de Outubro de 2016, 09h:37 - A | A

POLÍCIA / ROUBARAM R$ 100 MIL

Áudio revela comemoração de bandidos na divisão; GOE matou seis

“Saí no braço com ele, eu ‘tava’ desarmado dei um murro nele e ele ‘tonteou’ e tomei o ‘bagulho’ dele. O que importa é que estamos contanto aqui, já mais de R$ 50 mil", diz um dos band

LUIS VINICIUS
DA REDAÇÃO



A Polícia Civil de Rondonópolis (210 km de Cuiabá) divulgou três áudios que revelam conversas entre os bandidos que assaltaram uma agência de cooperativa de crédito, minutos após o crime, no último dia 10, em Rondonópolis.

Em uma das gravações, um dos ladrões diz ter acertado um soco no rosto do segurança da agência. Além disso, eles ainda dizem que cada um dos sete assaltantes iria receber R$ 16,6 mil por participar do assalto. No entanto, seis deles acabaram mortos pela Polícia, durante uma troca de tiros. O outro ficou ferido.

Na coletiva de imprensa realizada na tarde desta quinta-feira (20), o delegado Claudinei Souza Lopes, responsável pelas investigações do caso, contou que os áudios foram adquiridos por uma equipe de investigação. "Um dos celulares que era do criminoso Thiago, tinha um aplicativo aonde ele gravava todas as conversas com interlocutores tanto das ligações efetuadas como das recebidas. Nesses arquivos, detectamos áudios importantes, inclusive deles falando sobre a divisão dos valores após o roubo", explicou o delegado.

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“Saí no braço com ele, eu ‘tava’ desarmado. Ele reagiu, mas dei um murro nele e ele ‘tonteou’. Depois, tomei o ‘bagulho’ dele. O que importa não é o dia de amanhã não, é o hoje. Estamos contanto aqui, já contabilizamos mais de R$ 50 mil. É ‘nóis’ irmãozinho, fica na fé”, disse o assaltante logo após o crime.

Conforme Lopes, na gravação é notório que o acusado Thiago se engradece da sua ação criminosa. "Ele fala que tinha agredido o vigilante do banco e roubado a arma de fogo do segurança. Ele se diz satisfeito em uma das ligações com um interlocutor que possivelmente seja outro assaltante dessa quadrilha", conta o delegado.

Em outro áudio, um dos criminosos relata como foi a agressão. “Saí no braço com ele, eu ‘tava’ desarmado. Ele reagiu, mas dei um murro nele e ele ‘tonteou’. Depois, tomei o ‘bagulho’ dele. O que importa não é o dia de amanhã não, é o hoje. Estamos contanto aqui, já contabilizamos mais de R$ 50 mil. É ‘nóis’ irmãozinho, fica na fé”, disse o assaltante logo após o crime.

Com o dinheiro já contabilizado, os criminosos voltaram a conversar pelo celular. “Pegamos R$ 100 mil no banco, deu R$ 16,6 mil para cada um”, disse. Do outro lado da linha, o companheiro de crime se espanta: “Tem bastante gente então?”. Neste momento, há a resposta: “A gente ‘tava’ em sete”.

Na sequência, o criminoso explica como foi a ação: “Quem ‘tava’ dentro do banco só era três. Seu papai saiu no braço com o segurança, mas ele não aguentou não. Só foi um soco no meio da boca, que ele chegou a cuspir. Na hora que ele cuspiu, já peguei o ‘ferro’ dele e rendi. O outro guri entrou com a outra peça, ‘nóis’ botou o terror”, disse um dos bandidos.

Por fim, é questionado por um dos bandidos se a arma utilizada na ação ficou com algum deles: “Não ganhei o ferro não, é dos outros ‘guri’. Esse aqui é só pra ‘nóis’ trabalhar mesmo. ‘Ta’ tudo sossegado, ‘tamo’ em casa já. ‘To’ com o ferro na cinta, dinheiro no bolso, se der alguma coisa a gente ‘ta’ esperto”, disse o assaltante Tiago.

Ouça os áudios

Um dos assaltantes sobreviveu e foi interrogado no Hospital Regional de Rondonópolis. “De forma surpreendente, ele relatou que se caso o Thiago não tivesse morrido no confronto, ele mesmo iria matá-lo”, contou o delegado.

O caso

Seis bandidos foram mortos em uma troca de tiros com policiais após assaltarem a cooperativa Sicredi, no bairro Vila Operária, em Rondonópolis. Um sétimo envolvido acabou foi ferido. Após o assalto, os criminosos estavam escondidos em uma casa, na região do Jardim Nilmara, quando foram surpreendidos por policiais civis da Gerência de Operações Especiais (GOE), da Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e da Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis. Houve intensa troca de tiros. 

Os criminosos mortos foram identificados como: Douglas da Silva Nunes, 24, Kaique Leandro Oliveira Martins, 18, Thiago Rodrigues Soares, 21, Mateus Jones Back, 31, J. P. C.S., 17, e Carlos Henrique Fontaneli Nascimento, 21. O sétimo envolvido, Marcos Antônio Vieira de Oliveira, 20, ficou ferido na troca de tiros.

Durante a ação policial, foram apreendidos duas armas fogo, cinco aparelhos celulares e a quantia de R$ 33.682,00 mil em espécie.

De acordo com o delegado Claudinei, Thiago foi quem começou a disparar contra os policiais, assim que as equipes chegaram até a residência para efetuar as prisões. “De forma covarde ele (Thiago) utilizou uma criança de quatro anos, filho da Eliete, que também foi atuada como escudo. Então, você vê que ele era um individuo calculista, não tinha medo de morrer. Mesmo ali, atirando contra os policiais, ele mandava que os policiais atirassem contra ele, batendo no peito, mandando que fosse alvejado, pois ele não tinha medo de morrer”, disse. 

Após a troca de tiros, as equipes de policiais não esperaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para levar os assaltantes até o hospital e colocaram os corpos na caçamba da viatura. Um dos assaltantes sobreviveu e foi interrogado no Hospital Regional de Rondonópolis. “De forma surpreendente, ele relatou que se caso o Thiago não tivesse morrido no confronto, ele mesmo iria matá-lo”, contou o delegado. 

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José Paulo 21/10/2016

Afinal, quem ganha em "engessar" as ações da polícia? Se a polícia mata, vem um punhado de intelectualidade, que não entende de nada falar que não tem preparo, que houve exagero, etc, BANDIDOS EXTREMOS PEDEM MEDIDAS EXTREMAS, tá de parabéns a polícia por defender a minha família dessa quadrilha, se foram mortos, foi culpa deles mesmo que escolheram esse caminho

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1 comentários