THIAGO NOVAES
DO REPÓRTERMT
O advogado identificado pelas iniciais R.R. foi preso em flagrante na manhã de hoje (3), durante a Operação Efatá, deflagrada pela Polícia Civil para desarticular um esquema milionário de lavagem de dinheiro ligado ao tráfico de drogas. Ele foi detido em seu apartamento, no condomínio de alto padrão Brasil Beach, em Cuiabá, onde equipes cumpriam mandados de busca e encontraram um carregador de pistola calibre 9 mm, nove munições intactas do mesmo calibre, um simulacro de pistola preta e um rádio comunicador (HT) lacrado.
A OAB-MT acompanhou a ação para garantir o cumprimento das prerrogativas profissionais.
>>> Receba as principais notícias de Mato Grosso em primeira mão. Clique aqui!
De acordo com as investigações, a organização criminosa movimentou mais de R$ 295 milhões por meio de empresas de fachada, laranjas e CNPJs utilizados para ocultar valores provenientes do tráfico de drogas. Além do Brasil Beach, equipes também cumpriram ordens judiciais no condomínio Alvorada, também em Cuiabá.
Ao todo, a Operação Efatá cumpre 148 ordens judiciais, entre elas 34 mandados de busca e apreensão, 40 medidas cautelares diversas da prisão, 40 bloqueios de contas bancárias de pessoas físicas e 19 bloqueios de contas de empresas. Também houve o sequestro de imóveis e de 15 veículos.
As ordens foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 e estão sendo cumpridas em Cuiabá, Várzea Grande, Água Boa, Sinop, Primavera do Leste e em cidades do Mato Grosso do Sul.
A OAB-MT acompanhou a ação para garantir o cumprimento das prerrogativas profissionais.
O esquema
As investigações da Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) identificaram o esquema de lavagem de dinheiro envolvendo diversos integrantes da organização criminosa, incluindo familiares dos alvos, que movimentavam valores expressivos por meio de contas próprias, sem qualquer comprovação documental ou origem lícita do dinheiro.
Parte dos recursos era fracionada em pequenas quantias e circulava entre contas de pessoas físicas e jurídicas, com o objetivo de ocultar e dissimular a real origem do dinheiro. Apenas um dos investigados movimentou, entre créditos e débitos, a quantia de R$ 295.087.462,24, conforme demonstrado em levantamento técnico.
Provas contundentes comprovam as atividades ilícitas e a estrutura financeira do grupo, que é ligado a uma facção criminosa.
Durante o período da investigação, vários investigados foram presos em flagrante pelo crime de tráfico de drogas.
A operação contou com apoio de equipes da Diretoria de Atividades Especiais (DAE), da Gerência de Combate ao Crime Organizado da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco), da Delegacia Especializada de Combate ao Crime Organizado (Deccor), da Delegacia Especializada de Meio Ambiente (Dema), da Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), da Diretoria Metropolitana, da Diretoria do Interior, além do apoio das Delegacias de Primavera do Leste, Água Boa, Sinop, da Delegacia de Mundo Novo (MS) e da prerrogativa da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MT).














