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20 de Dezembro de 2014, 08h:19 - A | A

POLÍCIA / DESVIO DE R$ 40 MILHÕES

Adjuntos de Silval presos pela Delegacia Fazendária deixam a cadeia; dono da Print segue preso

De acordo com o delegado Carlos Cunha, os dois eram responsáveis pela realização do certame; esquema foi denunciado por empresário que teria se negado a participar do desvio de dinheiro da Secom - MT

DA REDAÇÃO



Os secretários-adjuntos Elpídio Spiezzi Júnior (Comunicação) e José de Jesus Nunes Cordeiro (Administração) ganharam a liberdade na noite de ontem (19) após um dia presos. Eles tiveram a prisão provisória decretada no decorrer da operação Edição Extra, que investiga fraudes em serviços gráficos do governo do Estado, na quinta-feira (18). 

De acordo com o delegado Carlos Cunha, os dois eram responsáveis pela realização do certame, onde o suposto esquema ocorreu. “Denúncias apontaram que os dois foram coniventes com a fraude, já que sabiam do esquema e teriam combinado tudo, com os empresários ”, destacou.

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Os donos da Gráfica Print e Defanti, Fábio e Dalmi Defanti, que também foram alvos, se apresentaram na manhã de sexta-feira (19),  na Polícia Civil, prestaram depoimentos e foram presos. Fábio Defanti foi solto com os adjuntos. Já Dalmi segue detido. 

A ação policial visa desarticular um esquema em processos licitatórios de serviços gráficos com o Estado. Com a fraude, cerca de R$ 40 milhões já teriam sido desviados dos cofres públicos.

Na quinta-feira (18), os policiais civis foram até a Gráfica dos empresários para cumprir um mandado de prisão contra eles, além de busca e apreensão de documentos e computadores.  No entanto, os alvos não foram localizados.

Segundo os dois, os respectivos advogados não tiveram acesso à investigação, mas acompanharam toda a ação policial que cumpriu os mandados de busca e apreensão nas gráficas. “Neste sentido, mais esclarecimentos serão dados após o conhecimento do processo investigatório”, relata em um trecho da nota.

O ESQUEMA

O delegado ainda explicou que que o susposto esquema consistia em processos licitatórios ‘viciados’, onde os empresários, que apresentavam as propostas, já sabiam qual firma iria ganhar o direito de prestar o serviço ao Estado. No entanto, o esquema foi denunciado por outro empresário que teria se negado a participar do crime de desvio de dinheiro da Secom - MT.

“Um proprietário de uma gráfica chamado para integrar a fraude procurou o Ministério Público Estadual (MPE) e revelou o crime”, falou.

OPERAÇÃO

A Vara de Ações de Controle ao Crime Organizado expediu 6 mandados de prisão, quatro contra donos de gráficas e outros dois, contra servidores públicos. Além de 16, de busca e apreensão. 

Equipes do Grupo de Combate ao Crime Organizado (GCOO), Ministério Público Estadual (MPE) e Auditoria Geral do Estado (AGE) estão dando apoio na Operação.

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Jackson 20/12/2014

Fazem o esquema e não permanecem presos, incentiva outros a fazerem, ou seja todos sabem que não dá em nada. Com certeza já devem nesse momento em algum evento social, pagando de bacana E RINDO DA CARA DO POVO que paga os imposto. MUDA BRASIL.

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