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Cuiabá, 31 de Maio de 2026
31 de Maio de 2026

19 de Fevereiro de 2026, 09h:50 - A | A

POLÍCIA / FEMINICÍDIO EM CUIABÁ

“A primeira pessoa que matou minha mãe foi a Justiça”, diz filha de professora morta a tiros pelo ex-marido

A professora Lucieni Naves Corrêa, de 51 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-marido, Paulo Neves Bispo, de 61 anos, na manhã da segunda-feira (16), dentro da própria casa, no bairro Osmar Cabral

THIAGO NOVAES
DO REPÓRTERMT



A filha de Lucieni Naves Correia, de 51 anos, assassinada a tiros pelo ex-marido Paulo Neves Bispo, de 61 anos, afirmou que a mãe “pediu socorro” repetidas vezes antes de ser morta, mas não recebeu a proteção necessária. O crime ocorreu na manhã da segunda-feira (16), no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. Em entrevista ao MT1, da TV Centro América, Etieny Naves Correia de Almeida fez duras críticas à Justiça e relembrou ameaças feitas pelo pai.

Segundo Etieny, a mãe buscou ajuda de familiares, vizinhos e das autoridades, mas o agressor acabou sendo liberado mesmo após intervenções policiais. “A primeira pessoa que matou minha mãe foi a Justiça”, afirmou. Ela relatou que Paulo chegou a ser retirado de casa pela polícia, mas não permaneceu preso porque alegava problemas de saúde. “Ele mentia que era doente”, disse.

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Para a filha, o feminicídio não começou no momento dos disparos, mas muito antes. “A morte da minha mãe não começou no tiro que ela tomou, começou quando ela pediu para ele não chegar mais perto dela e ninguém fazia nada, porque todo mundo achava que ele não tinha coragem”, lembra. Etieny também afirmou que o pai ameaçava a mãe diariamente. “Ele foi na minha casa e falou na minha cara que ia matar ela.”

Leia mais - Professora é assassinada a tiros pelo ex-marido em Cuiabá; homem é morto por PM à paisana

A filha também destacou a trajetória de trabalho e sacrifício da mãe. Segundo ela, Lucieni dedicou a vida ao trabalho para sustentar o então marido, apesar dos problemas enfrentados dentro de casa. “Minha mãe não vestia bem, não comia bem, não passeava. A vida dela era só trabalhar”, disse. “Ela trabalhou 30 anos para matar a fome, para comprar remédio, para dar de comer, de vestir e onde morar pra quem tirou a vida dela.”

O caso

A professora Lucieni Naves Corrêa, de 51 anos, foi assassinada a tiros pelo ex-marido, Paulo Neves Bispo, de 61 anos, na manhã de segunda-feira (16), dentro da própria casa, no bairro Osmar Cabral, em Cuiabá. O crime ocorreu por volta das 7h15, na Rua 14, e foi registrado como feminicídio.

Após matar a ex-esposa, Paulo fugiu do local. Durante o deslocamento das equipes da Polícia Militar, a corporação recebeu a informação de que ele seguia em direção ao bairro Liberdade, onde mora uma das filhas do casal, com a intenção de cometer outro crime.

Durante a fuga, o agressor se deparou com um policial militar à paisana, que efetuou disparos para contê-lo. Paulo foi baleado, caiu no chão e morreu no local. O Samu foi acionado e confirmou a morte.

A Politec realizou os procedimentos periciais tanto na residência onde ocorreu o feminicídio quanto no local onde o agressor morreu. A arma de fogo usada no crime foi apreendida.

Veja vídeo:

Comente esta notícia

osmar 19/02/2026

Cade a porcaria da justiça que só sabe tirar salários extravagantes e não entrega nada??? ate quando nós povo de bem vamos aceitar isso?

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Rita 19/02/2026

Até quando esses casos vão acontecer? não existe mais leis, não existe punição a altura desses crimes no Brasil??

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2 comentários