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21 de Maio de 2018, 16h:08 - A | A

PODERES / PRÉ-CANDIDATA AO SENADO

TJ acusa Selma de usar segurança do Estado "em campanha" e manda suspender

A Comissão de Segurança de Tribunal de Justiça entendeu que, neste momento, não há mais risco a integridade física de Selma Rosane Arruda. A magistrada também teria quebrado as regras do Judiciário ao usar escolta do Estado em eventos políticos.

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Ao se aposentar da magistratura, Selma Arruda solicitou a manutenção da escolta por ter recebido ameaças de morte.

Ao se aposentar da magistratura, Selma Arruda solicitou a manutenção da escolta por ter recebido ameaças de morte.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) determinou, na manhã desta segunda-feira (21), que a escolta feita à juíza aposentada da 7ª Vara Criminal de Cuiabá e atual pré-candidata ao Senado pelo PSL, Selma Rosane Arruda, seja suspensa em até 48 horas por quebra de protocolos impostos pela Comissão de Segurança da Corte. A decisão está em segredo de Justiça e, por esse motivo, o não teve acesso à íntegra do documento.

No entanto, a reportagem apurou que a comissão - presidida pelo desembargador Carlos Alberto Alves da Rocha e composta pelos juízes Maria Rosi Borba, Marcos Faleiros e Bruno D’Oliveira Marques, além do coronel Benedito Ferreira – apontou que a magistrada estaria usando a segurança do tribunal para fins particulares, como por exemplo, em eventos políticos.

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A medida foi tomada mesmo após a juíza aposentada pedir que o Tribunal de Justiça mantenha sua escolta de segurança devido às ameaças recebidas 15 dias antes de ela deixar a 7ª Vara Criminal de Cuiabá, onde atuava no combate ao crime organizado, no início do mês de abril.

Ao deixar a magistratura, Selma Arruda afirmou que recebeu ameaça por causa da postura firme que adotou ao julgar, principalmente, processos relacionados à corrupção. Porém, quando se aposentou, segundo a juíza, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) autorizou que ela continuasse sendo escoltada por seguranças do Estado por tempo indeterminado.

Mesmo assim, a Coordenadoria Militar declarou que caso Selma opte pela retirada gradual dos seguranças nos próximos seis meses, ela precisará seguir à risca o Protocolo de Segurança dos Magistrados definido pelo Judiciário de Mato Grosso já que um relatório elaborado pela Inteligência não vê ameaças reais identificadas contra a vida da magistrada e de sua família.

Outra lado

Por meio de nota, a juíza aposentada Selma Arruda afirmou que vai recorrer da decisão.

Veja a nota na íntegra

Selma Arruda deve recorrer à decisão do TJMT, que suspende escolta à magistrada

A decisão da Comissão de Segurança do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) de suspender a escolta fornecida à juíza aposentada Selma Arruda, que é pré-candidata ao Senado pelo PSL, contraria o parecer da Coordenadoria Militar do próprio Tribunal. Depois de dois meses de aposentadoria essa medida é desproporcional ao trabalho desenvolvido por ela durante o exercício do cargo, sendo responsável pelos crimes cujos processos de alta complexidade tramitavam na 7ª Vara Criminal de Cuiabá, que é competente para julgar o Crime Organizado, Crime Contra a Ordem Tributária e Econômica e Contra a Administração Pública e Lavagem de Dinheiro que envolvem políticos que ocupam ou ocuparam cargos no Legislativo e Executivo.

Selma Arruda ingressou na magistratura em 1996, onde pautou sua atuação pelo combate à corrupção e ao crime organizado, em 22 anos de atuação na Justiça Criminal no Estado. Atuou contra o crime organizado no Estado e expediu ordens de prisões de grandes nomes da política e empresários de Mato Grosso. Desde setembro de 2015 sendo alvo de ameaças, é escoltada por policiais militares, que se revezam para protegê-la 24 horas por dia.  A juíza Selma Arruda vai utilizar todos os recursos cabíveis para contestar a decisão.

O juiz federal Odilon de Oliveira pré-candidato ao senado Partido Democrático Trabalhista (PDT), às próximas eleições em Campo Grande (MS), conhecido por sentenciar traficantes internacionais e atuar em ações de combate ao crime organizado ganhou projeção nacional após ameaças de morte e a condenação de narcotraficantes tinha escolta da Polícia Federal.  Após a aposentadoria a decisão pela manutenção da escolta policial por prazo indeterminado foi garantida.

O governador Pedro Taques também teve a escolta da Policia Militar do Estado mantida durante as campanhas ao Senado Federal e depois ao governo de Mato Grosso

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maria auxiliadora, 22/05/2018

Nem foi eleita e ja deu inicio à prevaricação. Bonitinho pra quem jura por "deus" que vai o certo e mais fácil: Ser honesta nas relações com o erario público. Conheço um nanico físico e moralmente que se elegeu prometendo o mesmo e em menos de tres anos todos os seus secretários estao respondendo a processo ou presos.

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gILSTON 22/05/2018

Que coisa feia né dona selma. Quer usar meu dinheiro de imposto pra pagar seu segurança. isso é corrupção. TÔ SABENDO QUE ELE USA SEUS Seguranças PRA EMPURRAR CARRINHO DE SUPER MERCADO.Isso é abuso de ex-autoridade. Parabéns ao tj ao cortar esta mordomia. Agora se der segurança do Estado Pra ELA, tem que dar para todos os aposentados do TJ MT. Avisem ai pra esta senhora, que tem em Cuiabá empresa que vende segurança particulares de autoridade, e ela tem uma gorda aposentadoria dela e do seu marido

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JEFERSON MATOS 21/05/2018

Mas é mais do que óbvio o motivo pelo qual ela se aposentou. Um vez aposentada, não tem que ter segurança paga pelo contribuinte. Ela que pague do próprio bolso.

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3 comentários