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22 de Maio de 2018, 16h:10 - A | A

PODERES / SEM ESCOLTA POLICIAL

‘Tirar segurança é me jogar em jaula de leões’, diz Selma

A juíza aposentada Selma Arruda pontuou ter recebido ameaças, mesmo após sua aposentadoria, no início de abril. De acordo com ela, as ameaças são provenientes de decisões tomadas enquanto esteve à frente da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

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Selma Rosane Arruda está sendo escoltada por seguranças do Estado desde que se aposentou no início do mês de abril para disputar uma cadeira no Senado.

Selma Rosane Arruda está sendo escoltada por seguranças do Estado desde que se aposentou no início do mês de abril para disputar uma cadeira no Senado.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



A juíza aposentada Selma Arruda declarou que a decisão do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, que suspendeu escolta policial por suposta quebra nos protocolos de segurança dos magistrados estipulados pelo Judiciário, seria o mesmo que coloca-la em uma “jaula de leões”.

“Era um processo sigiloso, que ficou público. Agora todo mundo sabe que estou sem segurança, muito mais vulnerável. Tornar público é quase um crime, pois é como me colocar em uma jaula de leões, esperando que seu seja executada”, disse a juíza aposentada, em entrevista nesta terça-feira (22), para a Rádio Capital FM.

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Selma pontuou ter recebido ameaças, mesmo após sua aposentadoria, no início de abril. De acordo com ela, as ameaças são provenientes de decisões tomadas enquanto esteve à frente da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.

“A última delas foi na sexta-feira [18], ligada, provavelmente, a fato ocorrido quando estava na 7ª Vara, que foi a exoneração de um policial. Não vou dar detalhes porque ainda está sob investigação da GCCO [Gerência de Combate ao Crime Organizado]. Em março, tinha sido ameaçada pelo Comando Vermelho. Soube que estavam comprando fuzis, cercando minha casa, acompanhando meus hábitos. Esses fatores são indicativos de que ainda estou sob risco”, contou a magistrada.

Ela informou que irá recorrer da decisão, por acreditar ser um direito adquirido. Sobre a alegação da Comissão de Segurança do Tribunal de Justiça de que a magistrada estaria usando a segurança do tribunal para fins particulares e políticos, Selma usou como exemplo a candidatura do governador Pedro Taques (PSDB), ex-procurador da República, e do juiz federal Odilon Oliveira, atual pré-candidato ao Senado em Campo Grande – Mato Grosso do Sul.

“O juiz federal Odilon de Oliveira pré-candidato ao Senado pelo Partido Democrático Trabalhista, conhecido por sentenciar traficantes internacionais e atuar em ações de combate ao crime organizado ganhou projeção nacional após ameaças de morte e a condenação de narcotraficantes tinha escolta da Polícia Federal. Após a aposentadoria, a decisão pela manutenção da escolta policial por prazo indeterminado foi garantida. O governador Pedro Taques também teve a escolta da Policia Militar do Estado mantida durante as campanhas ao Senado Federal e depois ao Governo de Mato Grosso”, explicou.

Selma Rosane Arruda está sendo escoltada por seguranças do Estado desde que se aposentou no início do mês de abril para disputar uma cadeira no Senado. A medida foi tomada após a juíza solicitar a manutenção de sua escolta de segurança devido às ameaças recebidas 15 dias antes dela deixar a 7ª Vara Criminal de Cuiabá, onde atuava no combate ao crime organizado, no início do mês de abril. Porém, quando se aposentou, segundo a juíza, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) autorizou que ela continuasse sendo escoltada por seguranças do Estado por tempo indeterminado.

No entanto, a Coordenadoria Militar do Tribunal de Justiça declarou que caso Selma opte pela retirada gradual dos seguranças nos próximos seis meses, ela precisará seguir à risca o Protocolo de Segurança dos Magistrados definido pelo Judiciário de Mato Grosso já que um relatório elaborado pela Inteligência não vê ameaças reais identificadas contra a vida da magistrada e de sua família.

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benedito costa 26/05/2018

Mais ela tem que contratar seguranças particular, pois não tem mais direito somente quando tinha função de magistrada. Portanto todas as ações em que ela atuava, foi direcionado a outros magistrados. Quem ela condenou foi quando era juíza, agora cabe a outros decidirem sobre as decisões.

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Maria Auxiliadora 25/05/2018

Não exagera, Santa. Você escolheu os casos de maior visibilidade pra vc, não os casos perigosos. E de mais a mais, não há uma única decisão sua q não será revista e quiçá alterada. Então, menos, tá!

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Ana 22/05/2018

Selma você tem dinheiro pra pagar segurança particular...

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3 comentários