CAROL SANFORD
FLÁVIA BORGES
O deputado estadual Romoaldo Júnior (PMDB) afirma que a delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) firmada junto à Procuradoria Geral da República (PGR) está repleta de meias verdades.
“Tem muitas verdades, tem meias verdades e tem muita coisa que é ilação. Ele não tem provas de tudo que falou. Agora vir falar que toda Mesa teve negociação. Eu sempre participei da Mesa e nunca pedi nada. Não é assim", disse Romoaldo.
“Tem muitas verdades, tem meias verdades e tem muita coisa que é ilação. Ele não tem provas de tudo que falou. Agora vir falar que toda Mesa teve negociação. Eu sempre participei da Mesa e nunca pedi nada. Não é assim. Se há deputados que negociaram, tem que citar o nome, o valor, onde depositou, é assim que se provam as coisas, não é jogando todo mundo no mar de lama”, diz o parlamentar.
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Romoaldo foi um dos poucos deputados estaduais que não foram filmados recebendo suposto ‘mensalinho’ das mãos do ex-chefe de gabinete de Silval, Silvio Corrêa. Mesmo assim, o peemedebista é citado na delação como beneficiário de um esquema de propinas na construção da Arena Pantanal.
Para o deputado, Silval falou muita coisa apenas para conseguir sair da prisão, onde esteve por quase dois anos.
Esquema
Na delação, o ex-governador revelou que o esquema teria começado após a empresa Mendes Júnior vencer a licitação para executar a obra. O ex-secretário da Secopa Eder Moraes foi incumbido de negociar o pagamento de propina. O valor acordado teria sido de 3% por cada etapa concluída da obra. Após a saída de Eder da pasta, o ex-secretário Maurício Guimarães teria dado continuidade ao esquema.
Além dos ex-secretários, Silval revelou a participação do deputado estadual Romoaldo Junior (PMDB) no esquema. Ex-presidente da Assembleia e ex-líder da gestão Silval, Romoaldo teria sido beneficiado com propina da empresa responsável pela iluminação do estádio, a Canal Livre Comércio e Serviços.
Entre R$ 200 mil e R$ 300 mil foram repassados de Romoaldo para o então chefe do Executivo. Não foi informado, entretanto, quanto Romoaldo teria "levado".






















