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Taques declarou que ainda não foi notificado da decisão da conselheira Jaqueline Jacobsen.
RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) disse, nesta sexta-feira (25), que aguarda o relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) - que apontou superfaturamento R$ 58,6 milhões no processo de licitação que prevê a construção de pontes em Mato Grosso – para entender o que aconteceu.
“Nós já interrompemos o processo, inclusive foi suspenso e publicado no Diário Oficial no dia 25 de abril. Agora vamos pegar o relatório do Tribunal de Contas, mas é bom lembrar que ainda não fomos notificados. (...) Vamos entender o que ocorreu. Uma coisa é fato, o edital está suspenso”, explicou Taques.
Taques também argumentou que o edital já estava suspenso há um mês, porém, ainda não foi notificado sobre a nova decisão da conselheira interina Jaqueline Jacobsen Marques, relatora do documento.
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“Nós já interrompemos o processo, inclusive foi suspenso e publicado no Diário Oficial no dia 25 de abril. Agora vamos pegar o relatório do Tribunal de Contas, mas é bom lembrar que ainda não fomos notificados. (...) Vamos entender o que ocorreu. Uma coisa é fato, o edital está suspenso”, explicou.
Na verdade, o Tribunal de Contas decidiu, na quinta-feira (24), manter a suspensão do processo licitatório que tem o valor global de R$ 201 milhões porque encontrou seis irregularidades.
“O diagnóstico da incompatibilidade do uso do Sistema de Registro de Preços (SRP) para contratação de obras, utilizando o regime integrado de execução (RDCI), em face da necessidade da elaboração do projeto de referência padronizado, básico ou executivo, além da ocorrência de sobrepreço na ordem de R$ 58.689.341,64”, confirma o documento.
No documento, a conselheira explica que terceiros tiveram acesso a dados sigilosos do edital, o que é ilegal, com a anuência da superintendente de Aquisições e Licitações da Sinfra, Samara Brant Ferreira. O TCE encontrou, inclusive, trocas de e-mails.
“A constatação de interferências do senhor Roger Gama Veloso, representante legal do Consórcio VIA MT, de forma não institucional, via mensagens de e-mail, discutindo alterações dos termos editalícios, mesmo depois da divulgação do Edital da RDCI 01/2017, com a Senhora Samara Brant Ferreira, Superintendente de Aquisições e Licitações. A comprovação de que houve o encaminhamento, via e-mail, para uma pessoa alheia ao processo licitatório, da minuta de resposta às impugnações feitas pelas licitantes ao Edital do RDCI 01/2017, a qual não foi remetida à área técnica da SINFRA/MT, tampouco à Assessoria Jurídica do órgão”, explica o relatório.
Outro fato que chamou a atenção dos auditores da Corte foi a mudança de classe de licitação de pregão eletrônico para regime diferenciado de contratação – o polêmico RDCI, que flexibiliza a contratação de empresa e, segundo especialistas, abre precedente para irregularidades.
Para o TCE, tudo aconteceu com o consentimento do secretário da Sinfra, Marcelo Duarte.
“Naquela mesma data, o secretário de Estado, senhor Marcelo Duarte Monteiro, expressou sua anuência com todas as informações prestadas, aprovando o aludido Termo de Referência e a continuidade do feito, com a conversão da modalidade licitatória, sem qualquer amparo em alguma justificativa técnica ou parecer da Assessoria Jurídica. Acerca desse tópico em particular, a Unidade Instrutiva especializada deste Tribunal assinalou que, embora a abertura da licitação e o cancelamento perfaçam atos discricionários do gestor público, ambas as decisões necessitam ser regularmente materializadas, mediante ato jurídico próprio, com a devida fundamentação”.
Além de citar os servidores Samara Brant Ferreira e Marciane Prevedello Curvo, além dos senhores Isaac Nascimento Filho, Rogério Ribeiro Arias, Marco Antonio Fonseca, Jorge William Corrêa Moreira e José Ricardo Elias, a conselheira determinou o envio de cópias da auditoria ao Ministério Público Estadual (MPE).















Luciano 26/05/2018
Só esta suspenso porque o tribunal de contas do estado fez pela primeira vez seu serviço que é atuar antes dos fatos consumados e pagos. Se fosse pelo governador da destruição já estava assinado e pagando as empresas pra reverter benefícios em troca
1 comentários