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08 de Dezembro de 2018, 07h:00 - A | A

PODERES / NO FIO DA NAVALHA

Sindicatos ‘exigem’ salários dia 10 e dentro do expediente bancário

Governo do Estado admitiu possibilidade de escalonar salários em quatro faixas.

MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO



O Fórum Sindical, que reúne os sindicatos dos servidores públicos, classificou como “inadmissível” o escalonamento dos salários dos servidores públicos do Executivo referente ao mês de novembro. O Governo do Estado informou, na sexta-feira (07), que não irá pagar todos os servidores até o dia 10 de dezembro, segunda-feira. Cerca de 90% dos salários serão pagos na data, enquanto os restantes serão quitados até o dia 21 de dezembro.

"É inadmissível não pagar no dia 10. Nós queremos receber integral e dentro do expediente bancário, porque tem sido pago sempre fora do expediente, depois das 18 horas, e isso não tem permitido o pagamento das nossas contas no dia 10. Então, todo o nosso planejamento familiar tem sido estourado em razão disso”, disse o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde de Mato Grosso (Sisma), Oscarlino Alves.

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"O Governo admitiu que tem estado no fio da navalha, principalmente no mês de dezembro, que é um mês atípico, que tem que pagar 13º, residual, tem que pagar o Fundeb, e outros compromissos", disse sindicalista.

Ao todo, a folha salarial deste mês está em R$ 528 milhões líquidos, incluindo servidores da ativa e os inativos. O governador Pedro Taques já utilizou o expediente do escalonamento anteriormente. Em novembro de 2017, os pagamentos foram divididos em três faixas salariais, quitadas até o dia 20 daquele mês. Desta vez, chegou a ser cogitado o pagamento em quatro etapas.

"O Governo admitiu que tem estado no fio da navalha, principalmente no mês de dezembro, que é um mês atípico, que tem que pagar 13º, residual, tem que pagar o Fundeb, e outros compromissos", afirmou o sindicalista.

“Nós exigimos que sejam pagos os aposentados, os pensionistas, os servidores ativos, que juntos somamos 100 mil famílias, até o dia 10, dentro do expediente bancário e de forma integral", declarou Oscarlino.

Nesta sexta-feira, o governador Pedro Taques afirmou que irá até Brasília na próxima segunda-feira para negociar a parcela de 2018 do Auxílio Financeiro para Fomento das Exportações (FEX). O valor de compensação pelas isenções da Lei Kandir ao agronegócio deve ser de cerca de R$ 500 milhões, dos quais R$ 100 milhões devem ir aos municípios e o restante ao Estado. Os recursos devem ajudar o Estado a quitar a folha, incluindo o 13º salário.

Comente esta notícia

Jair 09/12/2018

João Mello, você está mal informado, visto que o Estado do Rio de Janeiro pagou o salário de novembro sexta feira, ou seja, no dia 7 de dezembro, e mais vai pagar o décimo terceiro salário no dia 18 de dezembro, desta forma, verifica que único Estado que não saiu da crise foi Mato Grosso que está com esse desgoverno Pedro Taques, mas graças a Deus que vai terminar esse desgoverno no dia 31 dezembro de 2018.

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Francisco 09/12/2018

Em Mato Grosso todos os grandes comerciantes tem duas contabilidades, uma é a real e outra é a que apresentam ao governo. A sonegação é a regra. O agronegócio manda no estado e não é tributado. Mais de 400 empresas livres de impostos (quem são? as pequenas e médias? Não, são as mais fortes). A corrupção começa no financiamento milionário de campanhas políticas.

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Patrícia 09/12/2018

Concordo com o Davi, estado comandado por lobistas que exigem renúncia fiscal. Mesmo Mato Grosso sendo recordista de produção nunca tem dinheiro. Podia fechar logo os hospitais públicos (os grandes barões do agronegócio são os que mais usam), fechar as escolas públicas, fechar os batalhões da PM (já está sem combustível para as viaturas mesmo), fechar os bancos (onde os barões do agronegócio pegam financiamento e nunca pagam, criam refis, parcelamento do parcelamento).

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Joao Mello 08/12/2018

E eu aqui torcendo pro governo virar um RJ e pagar essa cambada com três meses de atraso. Ai quero ver eles exigirem alguma coisa.

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Davi 08/12/2018

415 empresas beneficiados com isenções fiscais no estado de Mato Grosso e ainda o agronegócio, só sobra para os trabalhadores, pequenos comerciantes, servidores e pequenos produtores rurais sustentaram o estado. Quanto ao seu comentário "veio Joaquim" os servidores exorcizaram o Pedro Taques e o Fávaro do governo, MM que abra o olho logo.

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Véio Joaquim 08/12/2018

Exigem ? uhahuauhahuahuauha

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6 comentários