RepórterMT

O ex-governador Silval Barbosa prestou depoimento à juíza da 7ª Vara Criminal, Selma Arruda, nesta quarta-feira.
RAFAEL DE SOUSA
DA REPORTAGEM
O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) presta depoimento nesta quarta-feira (19) para a juíza da 7ª Vara Criminal, Selma Arruda, no âmbito da Operação Seven, que investiga esquema de fraude e superfaturamento na compra de uma área localizada na região do Lago do Manso, adquirida do médico Filinto Corrêa, também réu na ação, por R$ 7 milhões, em 2014.
Silval confessou ter determinado o uso do dinheiro público para quitar uma dívida com o Buffet Leila Malouf, na ordem de R$ 1 milhão. O valor era referente à festa de posse do ex-gestor, realizada no local.
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Segundo o ex-governador, o ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf, foi quem articulou o processo de compra da área, que possui 727 hectares, para ser incorporada ao Parque Estadual Águas do Cuiabá.
“Nadaf pagou R$ 150 mil ao Alan Malouf [sócio do Buffet Leila Malouf] de uma dívida que eu achei que já tinha sido paga. A conta era em torno de R$ 1 milhão à época e eu tinha determinado para que ele pagasse esse dinheiro”, disse.
Silval disse ainda que o esquema contou com a participação do ex-procurador-geral do Estado, Francisco Lima, o Chico Lima, mas negou que os ex-secretários Arnaldo Alves (de Planejamento) e Marcel de Cursi (Fazenda) tinham conhecimento do ilícito.
"Eu só pedi para ele [Arnaldo] determinar o orçamento, mas ele não sabia do que se tratava. O Marcel também não sabia e não recebeu nada", revelou.
Quanto o valor recebido pela compra superfaturada do terreno, Silval Barbosa não soube precisar se o retorno do superfaturamento da área foi maior que os R$ 3,5 milhões apontados pelos delatores e afirma que só soube que os ex-integrantes de seu Governo dividiram a sobra do do dinheiro durante as investigações da Operação Seven.
"Eu não sei qual foi retorno, nem o que foi feito com a diferença. (...) Eu não tenho como falar e provar que o Chico Lima ficaria com uma parte. Nunca me falaram isso”, explicou. Em seguida revelou que os 'aliados' no esquema criminoso somente apontaram que o valor da área e que o retorno seria de R$ 1 milhão.
O peemedebista também falou sobre a preocupação do ex-presidente do Instituto de Terras de Mato Grosso (Intermat), Afonso Dalberto.
“O único problema que o Afonso reclamava bastante da peça orçamentária que não tinha. Mas eu passei ao Nadaf que fizesse o pagamento [da área] por meio da Sema, com recurso de compensação de grandes investimentos”.
No entanto, Silval conta que depois Nadaf sugeriu que o orçamento fosse remanejado para o Intermat, o que ocorreu.
Porém, o ex-governador negou que a compra da área tenha sido adquirida em duplicidade como afirmava o Ministério Público Estadual (MP) no início das investigações do caso.





















