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03 de Julho de 2018, 16h:00 - A | A

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Silval diz ter provas de extorsão e que Novelli e Sérgio Ricardo encabeçavam

Declarações do ex-governador Silval Barbosa são referentes às acusações de que ele teria mentido sobre cobrança de propina por parte de conselheiros afastados do TCE.

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“Onde tenho ido eu tenho mostrado os documentos

“Onde tenho ido eu tenho mostrado os documentos", declarou o ex-governador Silval Barbosa.

MARCIO CAMILO
DA REPORTAGEM



Questionado sobre as acusações de ter mentido em delação premiada, sobre suposta extorsão de cinco conselheiros afastados do Tribunal de Contas do Estado, o ex-governador Silval Barbosa declarou, nesta terça-feira (03), que tem provas documentais sobre todas as acusações que fez à Justiça Federal.

“Onde tenho ido eu tenho mostrado os documentos. Eu não estou acusando falsamente ninguém . Eu só estou mostrando o que aconteceu dentro do Governo e a responsabilidade de cada um. Aquilo que eu errei, aquilo que outros erraram para que a população possa ter conhecimento do que aconteceu de fato”, disse Silval ao chegar à sede da Controladoria-Geral do Estado (CGE), onde prestou depoimento.

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A acusação foi feita em delação premiada à Procuradoria Geral da República (PGR), em 2017. Silval afirma que a maioria dos relatórios das obras da Copa, produzidos pela Corte de Contas eram usados para o chantagear por propinas.

“O que eles tinham que fazer é o contrário, é colaborar também e contar o que aconteceu e pagar pelos erros que nós cometemos. Eles como órgão controlador deveriam ter hombridade de falar a verdade e não ficar atacando”, disse Silval.

Nesta terça ele sugeriu que os acusados assumam a extorsão e façam delação premiada.

“O que eles tinham que fazer é o contrário, é colaborar também e contar o que aconteceu e pagar pelos erros que nós cometemos. Eles como órgão controlador deveriam ter hombridade de falar a verdade e não ficar atacando”.

Recentemente o conselheiro afastado, Antônio Joaquim convocou a imprensa para rebater as acusações de Silval. Na ocasião, ele declarou que seria vítima de falsas acusações.

“Esse Silval Barbosa, ladrão confesso, gangster assumido, já me propiciou esse calvário de duas penalidades. Porque o procurador da República acreditou no ladrão, no cínico, no gangster, que somente com a palavra dele me causou esse prejuízo”, declarou.

"É o direito “jus esperniante” dele em dizer que é mentira porque eles estão em uma posição de se defender”,

Antônio Joaquim e outros quatro conselheiros foram afastados do TCE em setembro de 2017 por decisão do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF). Todos são investigados na Operação Malebolge, 12ª fase da Operação Ararath, baseada nos depoimentos de Silval.

O ex-governador acusa que Antônio Joaquim teria recebido parte de uma propina de R$ 53 milhões paga a conselheiros do TCE para que não barrassem projetos programa MT Integrado e também obras relacionadas à Copa do Mundo de 2014.

Silval narra que a compra de uma fazenda em Livramento, em 2012, fez parte de um esquema de lavagem de dinheiro. 

“Tudo que eu tenho é documentado. Do Antonio Joaquim tudo que eu passei ao Tribunal de Contas, de propina, da extorsão dos conselheiros encabeçada pelo Carlos Novelli, pelo Sérgio Ricardo, tudo eu mostrei os documentos. E a área que foi adquirida dele também foi documentada. Mas é o direito, é o direito “jus esperniante” dele em dizer que é mentira porque eles estão em uma posição de se defender”, ressaltou Silval.

Depoimento na CGE

Silval depõe nesta terça sobre processo administrativo de responsabilização que contra as empresas Trimec Construções e Terraplenagem Ltda, de propriedade de Wanderley Torres Fachetti, e Strada Construtora e Incorporadora Ltda (SM Construtora), que tem como proprietário Patrício Alonço dos Reis e Serafim Martins. Se condenadas, as empresas podem ter ser obrigadas a ressarcir o erário e serem impedidas de contratar novamente com o Governo do Estado.

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