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Silval e outros dois delatores estiveram na sede da Justiça Federal na tarde desta quinta-feira.
RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O ex-governador Silval Barbosa (sem partido), o empresário Júnior Mendonça e o advogado Kleber Tocantins Matos - todos delatores da Operação Ararath, que investiga fraude ao sistema financeiro e desvio de recursos públicos - prestaram depoimento ao juiz federal Jefferson Schneider, da 5ª Vara Criminal, na tarde desta quinta-feira (30), em Cuiabá.
O conteúdo das declarações não foi informado porque o processo tramita em segredo de Justiça.
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Ao chegar à sede da Justiça Federal, por volta das 13 horas, o ex-governador também preferiu manter o silêncio e se negou a conversar com a imprensa. Em seguida, subiu para o andar onde fica a sala do juiz Jefferson Schneider.
Após prestar o depoimento, Silval saiu do prédio pelo acesso privativo dos magistrados com o objetivo de despistar os jornalistas.
O dono da Globo Fomento Mercantil Ltda. e Comercial Amazônia Petróleo, Gércio Marcelino Mendonça, o Júnior Mendonça, deixou a audiência afirmando, apenas, que o processo tramita em segredo de justiça e que foi interrogado na condição de colaborador.
O mesmo argumento foi usado pelo o advogado Kleber Tocantins, condenado a 14 anos de prisão.
Entenda o caso
O primeiro delator da Operação Ararath, Júnior Mendonça, contou à Polícia Federal – em 2015 - que realizou empréstimos de até R$ 3 milhões ao ex-deputado estadual José Geraldo Riva e a outros políticos de Mato Grosso. Os valores era pagos por meio de propina de empresas com contrato com o Governo do Estado.
Mendonça também detalhou como o esquema de lavagem de dinheiro começou e para quais políticos realizou empréstimos fraudando o sistema financeiro.
Já o advogado Kleber Tocantins e seu irmão, Alex Tocantins, segundo as investigações, combinavam o pagamento de propina ao ex-secretário do Estado, Éder Moraes, para que o Governo do Estado repasse R$ 19 milhões referente a um precatório da empresa Hidrapar. O valor foi pago por meio da conta corrente dos advogados e de indicados por eles.
Silval Barbosa fechou acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) após entregar dezenas de políticos e autoridades. As revelações culminaram na Operação Malebolge, da Polícia Federal, que cumpriu 64 ordens de prisão no último mês de setembro.
Veja o vídeo:





















