MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO
A juíza aposentada Selma Arruda (PSL), candidata ao Senado, denunciou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE-MT), na segunda-feira (10), que o deputado federal Victório Galli - presidente do PSL Mato Grosso - foi “coagido” pela coligação “Segue em Frente Mato Grosso”, liderada pelo governador Pedro Taques (PSDB), a assinar uma ata que limitou seu tempo de propaganda eleitoral no rádio e na TV.
A acusação foi anexada em representação no TRE contra o deputado Nilson Leitão (PSDB), também candidato ao Senado, e o PSDB. Ela alega que os tucanos tiraram seu tempo de propaganda de forma “ilegal e covarde”.
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No documento, a candidata explica que, no último dia 6, Galli foi ameaçado de expulsão por membros da chapa tucana caso não assinasse a ata em que o PSL “abre mão” de dividir o tempo de TV. Caso contrário, o deputado teria seu projeto de reeleição à Câmara Federal prejudicado.
Depois de assinar a autorização, segundo a juíza aposentada, Galli teria "jurado" a ela e a membros do PSL que não concordava com a perda de 32 segundos de propaganda.
Para o juiz eleitoral, Paulo Alves Sodré, relator da ação, a denúncia de coação é gravíssima e, por isso, determinou que a coligação de Taques se manifeste sobre o caso nos autos.
“Considerando a gravidade dos fatos noticiados e, ainda, atento ao disposto no art. 10 do NCPC, determino que sejam os Representados intimados a se manifestarem, no prazo de 1 (um) dia”, decidiu o magistrado.
Entenda
No último dia 5, o TRE já havia aceitado um pedido de Selma para que fossem garantidos 32 segundos a ela na propaganda da coligação liderada pelo PSDB.
O juiz determinou que o tempo de Selma deve ser garantido enquanto o PSL continuar fazendo parte da chapa.
No entanto, o deputado Galli peticionou um Termo de Declaração no TRE no qual afirma não ter sofrido nenhum tipo de coação por parte dos tucanos.
Veja o documento assinado por Galli:
Reprodução

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