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04 de Outubro de 2017, 07h:00 - A | A

PODERES / TETO DE GASTOS

Secretário diz que Governo não descarta refazer texto da PEC

Os principais pontos questionados da PEC são os valores dos repasses aos poderes, o tempo de renegociação da proposta e a inibição de realização de concurso público e de aumento de salários para os servidores.

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Júlio Modesto confirmou que as emendas devem passar por análise da equipe técnica do Governo.

Júlio Modesto confirmou que as emendas devem passar por análise da equipe técnica do Governo.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O secretário de Estado de Gestão, Júlio Modesto, afirmou existir a possibilidade do Governo do Estado refazer o texto da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) do Teto de Gastos, através de um projeto substitutivo.

Os principais pontos questionados da PEC são os valores dos repasses aos poderes, o tempo de renegociação da proposta e a inibição de realização de concurso público e de aumento de salários para os servidores.

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“Se formos apresentar um substituto ou projeto novo, faremos em breve. Mas, não é certeza ainda. Estamos analisando se as emendas resolvem toda a situação do Estado. Talvez, o percentual de reajuste sofra algumas alterações, mas estamos aguardando a análise técnica da equipe do Planejamento e da Fazenda, com participação da Secretaria de Gestão”, comentou o secretário, destacando que antes de promover mudanças, o Executivo deve conversar com os poderes e sindicatos de servidores estaduais.

Júlio Modesto confirmou que as emendas devem passar por análise da equipe técnica do Governo e que o prazo para votação, estipulado pela Assembleia Legislativa para final de outubro, pode ser alterado. A proposta deve ser votada até o final de novembro, uma vez que o Executivo deve repactuar a dívida com a União até o dia 30 do próximo mês.

“Importante era trabalharmos nesta PEC, para que ocorresse a aprovação em outubro. Não quero falar de nenhum substitutivo até agora, porque é uma possibilidade. Mas vamos tentar trabalhar com o projeto que está lá, com algumas alterações”, pontuou.

A PEC prevê o congelamento das despesas dos poderes pelos próximos dez anos, com reajuste de acordo com a inflação do período, em valores referentes ao orçamento de 2016. Com a renegociação da dívida, o Executivo espera uma economia de até $ 1,3 bilhão nos próximos dois anos.

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