CAMILLA ZENI
DAFFINY DELGADO
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado Max Russi (PSB), cobrou que o delegado Lindomar Toffoli aponte quem são os aliados do governo Mauro Mendes (DEM) que teriam interferido em suas investigações.
O caso, que é investigado em uma denúncia do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB), por uso político da Polícia Judiciária Civil (PJC), voltou à tona nos últimos dias, quando delegados foram ouvidos na Corregedoria Geral da Polícia Civil.
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Após prestar depoimento, Toffoli afirmou à imprensa que foi perseguido quando atuava na Delegacia Especializada de Crimes Fazendários e contra a Administração Pública (Defaz). Segundo ele, na época em que foi transferido para a 3ª Delegacia de Polícia de Várzea Grande, em 2019, ele movia uma investigação contra a atual gestão do governo estadual.
Para o deputado Max Russi, as acusações do delegado não têm valor se não forem claras. Russi cobrou que Toffoli aponte quem são os aliados do governo que teriam lhe perseguido.
“É difícil falar aliados, tem que ser mais específico. É muito fácil você jogar algo no vento e deixar solto. Não. Tem que ser específico, dizer que foi por isso, por aquilo, e aí, se porventura houve alguma interferência, tem que punir as pessoas que fizeram isso”, rebateu o chefe da Assembleia Legislativa.
Russi ainda comentou que, se a denúncia envolver algum deputado, o nome do político deve ser apontado. "Tem que citar os nomes e quais foram os motivos. Se alguém pediu para beneficiar algum parlamentar ou alguém do governo ou coisa parecida, ele como delegado, que deve ter uma função de cobrar a lei, tem que prender essa pessoa. Eu acho que nenhum favorecimento pode acontecer. Quero acreditar que não teve”, disse.
À imprensa, Toffoli chegou a citar o nome da deputada estadual Janaina Riva (MDB) durante uma especulação. Segundo o delegado, sua transferência também ocorreu pouco depois que ele coordenou uma ação de busca e apreensão contra o irmão da deputada, José Geraldo Riva Júnior.
Na final de agosto, além de Toffoli, também foram ouvidos os delegados Flávio Stringueta e Anderson Veiga. Os delegados também devem ser ouvidos na Comissão de Segurança Pública e Comunitária da Assembleia Legislativa neste mês de setembro.
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