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Cuiabá, 03 de Junho de 2026
03 de Junho de 2026

16 de Março de 2023, 12h:44 - A | A

PODERES / SÍMBOLO DA CORRUPÇÃO

Propina de R$ 18 milhões: entenda porque o contrato do VLT foi rescindido e não há como retomar obra

PGE explica que está respeitando a lei e que empresas são consideradas inidôneas

DO REPÓRTER MT



O Procurador Geral do Estado, Francisco Lopes, declarou que não há possibilidade de o governo do Estado retomar as obras do VLT (Veículo Leve Sob Trilhos), modal de transporte que foi idealizado na gestão do ex-governador Silval Barbosa, para percorrer Cuiabá e Várzea Grande numa extensão de 22 km.

Isso porque todas as ações na Justiça, que tratam da rescisão contratual do governo do Estado com as empreiteiras que compuseram o Consórcio VLT, já transitaram julgado, ou seja, tornaram-se definitivas e irrecorríveis. Portanto, prevalece neste momento o ato discricionário do governador Mauro Mendes (União) de executar as obras do BRT (Bus Rapid Transit).

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“Existe decisão judicial transitado em julgado que proíbe que o Estado contrate essas empresas. Mato Grosso está cumprindo na íntegra e respeitando a lei”, destacou o procurador-geral do Estado, Francisco Lopes, que acrescentou que hoje não existe mais nenhuma obrigação contratual entre Governo de Mato Grosso e as empresas que integram o consórcio.

Ainda tramitam na Justiça as ações do Estado que buscam obrigar o consórcio a devolver R$ 1,2 bilhão aos cofres públicos, em razão dos danos materiais e morais causados à população mato-grossense com a não entrega da obra.

Com a decisão do Governo do Estado pela obra do BRT na região metropolitana, ainda persistem dúvidas a respeito do contrato com o consórcio que iria construir o VLT ter sido rescindido e se existiria a possibilidade de ser retomado.

Conforme o levantamento realizado nos processos que tratam do caso, a rescisão é definitiva e não há como legalmente o Estado contratar as empresas que integram o Consórcio VLT (C. R. Almeida S/A Engenharia de Obras, Santa Barbara Construções S/A, CAF Brasil Indústria e Comércio AS e ASTEP Engenharia Ltda) nem para construção de VLT, nem para qualquer outra obra.

Para entender a história, é preciso voltar no tempo. O Veículo Leve Sobre Trilhos tinha previsão de ser entregue em 2014, antes da Copa do Mundo e na gestão do então governador Silval Barbosa, mas isso não ocorreu.

Durante a gestão posterior do governador Pedro Taques houveram tentativas de retomar a obra, também sem sucesso. Até que, em 2017, Silval Barbosa firmou delação premiada e revelou que todo o processo de escolha e contratação do Consórcio VLT foi realizado para receber propina.

O ex-governador deu detalhes da negociata ao Ministério Público Federal e afirmou que, a princípio, a opção tecnicamente aprovada seria implantar o BRT, que custaria R$ 450 milhões na época.

Porém, posteriormente, ficou decidido por escolher o VLT, que custaria mais de R$ 1,4 bilhão, mediante recebimento de propina do Consórcio VLT na compra dos vagões, orçados em R$ 600 milhões.

“A prévia de recebimento era o percentual de 3% sobre o montante de R$ 600 milhões, ou seja, R$ 18 milhões”, delatou Silval. Os pagamentos das propinas, segundo o ex-governador, foram feitos por meio de uma de empresa ligada ao grupo político do ex-governador.

Após a delação e a descoberta do esquema, o Estado de Mato Grosso investigou o caso na esfera administrativa e rescindiu o contrato com o Consórcio VLT, em dezembro de 2017, uma vez que além da não entrega do modal, houve prática de corrupção.

Com a rescisão, as empresas foram declaradas inidôneas e ficaram proibidas de contratar com o Poder Público.

 No mesmo ano, o Consórcio VLT tentou reverter a rescisão do contrato junto ao Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

No entanto, o pedido foi negado, assim como os recursos junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).

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Gera Palo 18/03/2023

Propina muitíssimo maior. E a prefeitura de Cuiabá. Ruas cheias de buracos e mato, postos de saúde fisicanente caindo aos pedaços e sem medicamentos básicos, alguns postos sem vacinação por falta de um simples freezer, dezenas de ações na justiça, a qual não age, vídeos de dinheiro no paletó que parecem que foram esquecidos. E essa turma continua recebendo votos de eleitores com problemas de formação. Desiludido!

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Mauro César de matos lopes 18/03/2023

Ladrão rei Sérgio Ricardo nós cidadãos cuiabanos estamos na mão só de Ladrão só pra vocês ter uma ideia ontem aconteceu aquele crime bárbaro no pedra 90 com uma mãe sendo brutalmente morta e o que foi mais importante pra descobrir o crime as câmeras de segurança e graças às câmeras o cara está preso eu Cuiabá tem. Câmeras pra tudo é funciona aí nosso prefeito e pego recebendo propina pels câmeras e é inocente porque a defesa dele alegou que filmagem não são prova de crime porque pra cuidar da nossa vida elas serve e pra ele não cheguei na resposta pensando nós cuiabano vamos morrer sofrendo #Michellealencar

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Jorge1 17/03/2023

Ninguém informa sobre os vagões do VLT. O que será feito deles?

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Paulo 17/03/2023

Esse argumento de que por ter havido vícios e propina na contratação não tornam o projeto do VLT inviável. O governo deve fazer nova licitação para concluir os 30 % das obras que faltam e não simplesmente jogar pelo ralo , R$ 1 bilhão já investido no sistema por trilhos , e gastar R$ 0,6 bilhão para viabilizar transporte por ônibus . Não cola governador, está me cheirando conluio !!!

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Jose Carlos9 17/03/2023

E o nome dos malandros que receberam estas propinas...

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Robeto 16/03/2023

Palhaçada, isso tudo acontece em Cuiabá e no Brasil, por a justiça ser conivente, políticos faz fez faz brinca com o dinheiro do povo e tudo acaba em pizza Brasil país de ninguém sem governo, sem justiça, quantas e quantas obras ficam dessa forma e ninguém é responsabilizado VLT, convênios de Br e nunca dá em nada só ficam no oba oba.

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6 comentários