DÉBORA SIQUEIRA
DO REPÓRTER MT
O procurador geral adjunto de Cuiabá, Allison Akerley da Silva, argumentou que os seis dias da intervenção na saúde municipal pelo Estado, entre o fim de dezembro e início de janeiro deste ano, tiveram fins "políticos e policialescos". Em recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), no qual tenta derrubar a decisão do Órgão Especial do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, ele destaca a "desavença política ferrenha" entre o governador Mauro Mendes (União Brasil) e o prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB).
“O viés político em que se deu a intervenção decretada se releva ponto de suma importância, apta a trazer mais prejuízos ao ente municipal e à população usuária do SUS, notadamente diante do cenário político local em que o atual gestor municipal, é abertamente o maior e, talvez o único, Chefe de Poder Executivo Municipal a atuar na oposição ao atual mandatário do Governo do Estado de Mato Grosso. Essa oposição é publicamente conhecida e rende debates e confrontos diuturnamente divulgados em sítios de notícias municipal e estadual”, diz o procurador em trecho da peça.
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Também foi apontada na petição que a equipe de intervenção teria cometido "excessos e abusos". A Procuradoria incluiu um relatório com relatos de servidores que dizem ter sido vítimas.
Contudo, o que é pontuado como indício de excessos e constrangimentos foi a presença da Rotam na Secretaria Municipal de Saúde, filmagens, revistas na entrada e saída dos prédios.
Além disso, ele reclama da divulgação dos dados para a imprensa que, segundo ele, teriam sido distorcidos. Ele alega que os relatórios de despesas a pagar não informaram a exclusão de despesas já pagas e saldos de empenhos estimativos, sem refletir a real situação financeira da secretaria.
Para o procurador, a intervenção visou "a coleta de informações que prejudicassem a imagem do Executivo Municipal, em detrimento da gestão da Saúde Pública".
SUS é um problema em todo o país
O procurador geral adjunto ainda sustentou que nenhum município brasileiro presta serviço público de saúde de forma exemplar e que as causas de tal situação são estruturais e as respectivas soluções devem envolver todos os atores responsáveis, União, Estado, Município, Poder Judiciário e Ministério Público.
“O que existe em Cuiabá são problemas e dificuldades estruturais e históricas vivenciadas em TODOS os municípios brasileiros. Intervenção não é e nunca será a medida mais eficaz a ser utilizada para solucionar dificuldades na prestação de um serviço público.”













Carlos Alberto dos Santos 14/03/2023
Fins políticos? O caos que se instaurou na saúde pública de Cuiabá, era o suficiente para detectar que algo estava errado. E como de fato foi verificado. Em poucos dias, se descobriram o abismo dos desmandes por parte desse gestor público(prefeito). Não precisamos ir muito além. As ruas e avenidas dessa cidade são as expressões mais visíveis de que Cuiabá, está nas mãos(garras) de alguem que está pouco se lixando por ela, quando não, um hipócrita, transfigurado de político certinho. Em toda a história da humanidade já ficou comprovado que: Quando homens corruptos sentam nas poltronas de autoridade, a desgraça assola a cidade. Lamentável.
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