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Para PF, Blairo Maggi chefiava um esquema denominado "conta-corrente" para desviar milhões do Estado.
DA REDAÇÃO
Um relatório da Polícia Federal referente às investigações da Operação Malebolge, 12ª fase da Operação Ararath, aponta que o ex-governador de Mato Grosso e atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi, assumiu – de forma solidária – uma dívida de R$ 17,8 milhões - adquirida junto ao Bic Banco, em 2010, pelo dono da empresa São Tadeu Energética, Mauro Carvalho Júnior.
O documento mostra que o empréstimo feito logo depois que Maggi deixou o comando do Estado para ser candidato ao Senado naquele mesmo ano.
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Para quitar a dívida, segundo as investigações, o político usou um esquema denominado de “conta corrente” criado por uma organização criminosa, chefiada por ele com a ajuda do empresário Valdir Piran, dono de uma factoring.
A Polícia Federal tomou conhecimento do caso por meio das delações do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) e do empresário Júnior Mendonça, além de documentos entregues pelo ex-secretário de Estado Eder Moraes, ex-braço-direito de Maggi.
Aos procuradores da República, Silval contou que entre 2008 e 2009, o ex-deputados estaduais Sérgio Ricardo e José Geraldo Riva procuraram o então governador Blairo Maggi para que ele assumisse a dívida contraída na factoring de Piran.
Porém, somente em julho de 2010, ano que disputou o Senado, Blairo Maggi assinou o documento como devedor solidário do empréstimo em troca, segundo os policiais federais, do apoio dado pelos deputados em projetos de interesses de seu Governo, à época.
Após assinar o documento, Silval afirmou que o próprio Maggi determinou que Eder Moraes resolvesse a situação.
Blairo, segundo a delação, teria concordado em assumir a dívida e determinou que o secretário Eder Moraes arrumasse uma maneira para solucionar a situação.
Segundo Silval, a partir de então, Eder passou a usar a São Tadeu Energética S/A, responsável por uma pequena Central Hidrelétrica na região da Serra de São Vicente para realizar empréstimos milionários de forma ilegal junto ao Bic Banco.
Documentos apontam que o pagamento desses débitos era feitas por meio do esquema “conta-corrente” e contava com promissória de R$ 5,9 milhões apreendida na Piran Factoring e assinada pelo empresário Mauro Carvalho.
Há também planilhas, essas apreendidas na casa de Eder Moraes, onde constam empréstimos em nome da São Tadeu.
Outro lado
O ministro se manifestou por meio de nota afirmando "que as relações em torno da Pequena Central Hidrelétrica São Tadeu nunca envolveram dinheiro público e tudo ocorreu dentro da lei".
Explicou ainda que "Maggi assinou como avalista do empréstimo perante ao banco credor, assumindo a dívida feita pela empresa São Tadeu Energética S/A e passou a ser o credor após quitar o banco, em operação absolutamente legal e realizada com recursos exclusivamente privados. A documentação sobre esta transição está toda registrada em cartório e à disposição dos órgãos competentes".
Nota de Esclarecimento na íntegra:
A defesa do ministro Blairo Maggi informa que são infundadas e desconexas as afirmações contidas em suposto relatório da Polícia Federal, uma vez que as relações em torno da Pequena Central Hidrelétrica São Tadeu nunca envolveram dinheiro público e tudo ocorreu dentro da lei.
Maggi assinou como avalista do empréstimo perante ao banco credor, assumindo a dívida feita pela empresa São Tadeu Energética S/A e passou a ser o credor após quitar o banco, em operação absolutamente legal e realizada com recursos exclusivamente privados. A documentação sobre esta transição está toda registrada em cartório e à disposição dos órgãos competentes.
Informamos ainda que nunca houve qualquer relação comercial e financeira, seja como pessoa física ou jurídica, com o empresário Valdir Piran.
Por fim, ressaltamos a necessidade de cautela na investigação e apuração dos fatos apontados em declarações levianas, antes que haja um julgamento prévio baseado em ilações e mentiras.
Assessoria jurídica Blairo Maggi





















