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Alfredo da Mota Menezes disse que o posicionamento precisa ser melhor acertado com o PSD; Haroldo aponta que Fávaro tem que deixar Governo para ser oposição.
RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
A notícia de que o PSD declarou independência e, com isso, está de saída da base aliada do governador Pedro Taques (PSDB), mesmo com o presidente da sigla, Carlos Fávaro, ocupando a vice-governadoria pegou muita gente de surpresa, entre eles, os analistas políticos Haroldo Arruda e Alfredo da Mota Menezes.
“O Fávaro não está nem lá nem cá. É extremamente esquisito ele estar como vice-governador a apoiar a parte do partido que não quer continuar na base tucana. No mínimo deveria se afastar do cargo e se colocar na oposição, caso queira. Porque não dá para ser vice-governador e ao mesmo tempo ser oposição ao Governo”, observou Haroldo Arruda.
De acordo com Haroldo e Alfredo, o anúncio do partido após uma reunião da executiva estadual com lideranças da legenda de todo Estado, o PSD ainda não deixou claro se rompeu ou não com o Governo Estadual.
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“O Fávaro não está nem lá nem cá. É extremamente esquisito ele estar como vice-governador a apoiar a parte do partido que não quer continuar na base tucana. No mínimo deveria se afastar do cargo e se colocar na oposição, caso queira. Porque não dá para ser vice-governador e ao mesmo tempo ser oposição ao Governo”, observou Haroldo Arruda.
Alfredo da Motta Menezes avaliou que logo após o anúncio de que o partido colocaria à disposição os cargos do secretário de Ciência e Tecnologia (Secitec), Domingos Sávio, do presidente da Empresa Mato-grossense de Pesquisa e Extensão Rural (Empaer), Layr Motta, e o presidente da Agência Estadual de Regulação dos Serviços Públicos Delegados (Ager), Eduardo Moura, além dos indicados pela legenda que ocupam cargos inferiores, entendeu que seria um rompimento definitivo com Taques, mas mudou de opinião.
“Quando anunciaram parecia ser um rompimento, mesmo porque saíram da reunião dizendo ‘entrega todos os cargos’. Aí vem um vídeo do Fávaro afirmando os ‘insatisfeitos que saiam’, mas depois os deputados vão lá [no gabinete de Taques] e hipotecam apoio. Parece que saiu e não saiu. Não está clara ainda essa definição do PSD e nem como vai ficar. Não tenho certeza se ocorrerá um racha mesmo”, argumentou Alfredo da Motta.
“Quando anunciaram parecia ser um rompimento, mesmo porque saíram da reunião dizendo ‘entrega todos os cargos’. Aí vem um vídeo do Fávaro afirmando os ‘insatisfeitos que saiam’, mas depois os deputados vão lá [no gabinete de Taques] e hipotecam apoio. Parece que saiu e não saiu. Não está clara ainda essa definição do PSD e nem como vai ficar. Não tenho certeza se ocorrerá um racha mesmo”, argumentou o analista.
Mesmo diante do impasse, Haroldo diz acreditar em um rompimento dos sociais democratas com os tucanos, já que o vice-governador e seu partido vêm seguindo os passos dos democratas, que na semana passada desembarcaram de vez com Pedro Taques.
“Eles afirmam que tem um projeto especial para o Governo do Estado e, por isso, se colocam em uma posição independente para decidir que rumo tomar nas eleições desse ano. Eles vêm seguindo a mesma pegada do Democratas, que saiu da base e não tem mais volta porque já decidiram até candidato ao Governo e ao Senado”, avaliou.
Haroldo ainda explica que debandada de aliados da base governista se deve, e muito, à falta de diálogo do governador.
“Infelizmente, Taques perdeu o ‘time’ [tempo] da situação no sentido de sentar e conversar com seus aliados para poder fazer essa aliança. Agora, a situação está cada vez mais difícil com partidos importantes como DEM e PSD, além de outros que ainda não se decidiram, afastando do Governo” disse.
Sobre o fim da aliança dos tucanos com o partido de Fávaro, Alfredo da Motta Menezes diz estar ‘em cima do muro’ sobre o futuro político do PSD. O fato de quatro deputados anunciarem que permanecem com Taques pode inclusive ‘minar’ o projeto do vice-governador.
Na manhã desta quinta-feira (22), Fávaro foi taxativo ao afirmar em um vídeo na internet que os insatisfeitos com a decisão da executiva estadual têm até o próximo dia 7 de abril para sair do partido.
“Como assim, o Fávaro diz que os insatisfeitos que vão embora. Vão expulsar quatro deputados estaduais? Isso é ruim para Fávaro se ele disputar o Governo ou o Senado porque são quatro deputados. (...) Eduardo Moura [presidente da Ager], que o Pedro tem um bom relacionamento, também vai embora? O Domingos Sávio [secretário de Ciência e Tecnologia] vai virar as costas para o governador? Não está clara para mim qual rumo o PSD vai tomar ainda. Temos que ver como vai pensar Brasília sobre isso”, declarou o analista.














