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Cuiabá, 23 de Junho de 2026
23 de Junho de 2026

01 de Maio de 2018, 19h:00 - A | A

PODERES / RECADO A ALIADOS

'Ninguém está umbilicalmente ligado a mim', diz Mendes sobre pressão

O ex-prefeito Mauro Mendes pediu prazo até o fim do mês de maio para decidir se será candidato ao Governo em oposição ao governador Pedro Taques.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (DEM) declarou que seus aliados devem seguir seus caminhos, independente da decisão se irá ser candidato ao Governo, ou não. Ele pediu prazo até o fim de maio para uma definição.

“Os políticos querem uma definição logo para que possam construir suas candidaturas, mas ninguém está umbilicalmente ligado a mim e podem seguir seus caminhos”, disse Mauro, na última semana, durante evento em comemoração aos 40 anos da TV Brasil Oeste, da família dos ex-governadores Jayme e Julio Campos (ambos do DEM).

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O ex-gestor municipal é um dos nomes cotados para enfrentar o governador Pedro Taques (PSDB) nas urnas, em um arco de ex-aliados ao Governo. Além do DEM, também defendem candidaturas em oposição a Taques, o PSD, do ex-vice-governador Carlos Fávaro, o PP, do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, e o PDT, que tem como líderes o deputado Zeca Viana e o ex-prefeito de Lucas do Rio Verde, Otaviano Pivetta.

“Os políticos querem uma definição logo para que possam construir suas candidaturas, mas ninguém está umbilicalmente ligado a mim e podem seguir seus caminhos”, disse Mauro.

“Sou um dos nomes, existem outros. Estou dialogando com minha família, pessoas próximas e companheiros políticos para que eu possa tomar uma decisão o mais rápido possível. É uma decisão difícil, porque o ambiente político hoje é muito ruim em todo o país. São escândalos após escândalos”, pontuou Mauro.

Um dos pontos analisados por ele seria o calendário eleitoral mais curto. Atualmente, a Justiça Eleitoral dá 45 dias para que os candidatos façam campanha. Mauro disse ainda considerar se de fato terá contribuição a dar ao Estado.

“Estou analisando se terei condições de dar contribuição com uma candidatura. Porque a questão não é derrotar Pedro Taques ou ganhar as eleições. O debate deve ser discutir Mato Grosso, pois a crise acabou em 2016. O país voltou a crescer em 2017 e estamos repetindo história de crise. Tudo isso tem que ser tratado no debate das eleições”, considerou.

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