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15 de Junho de 2018, 09h:30 - A | A

PODERES / OPERAÇÃO ARARATH

MPF mantém esquema de segurança a procuradores ameaçados de morte

Em 2014, a procuradora Vanessa Cristhina Marconi Zago Ribeiro Scarmagnani teria sido ameaçada em razão das investigações de crimes cometidos no Governo de Mato Grosso.

RepórterMT

Coordenadora da operação, procuradora Vanessa Zago teria recebido ameaças em 2014.

Coordenadora da operação, procuradora Vanessa Zago teria recebido ameaças em 2014.

MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO



O Ministério Público Federal (MPF) mantém um esquema de segurança a diversos procuradores responsáveis pelas investigações da Operação Ararath em Mato Grosso. A informação foi repassada pelo procurador-chefe do MPF em Mato Grosso, Gustavo Nogami, na quinta-feira (15).

Em 2014, a procuradora Vanessa Cristhina Marconi Zago Ribeiro Scarmagnani teria sido ameaçada em razão das investigações de crimes cometidos no Governo de Mato Grosso.

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“Por uma questão até de segurança da procuradora-coordenadora e dos outros procuradores que têm atuado no caso, eu não posso comentar detalhes. O que eu digo é que existe  um sistema de proteção. Desde aquela época, quando foi identificada a ameaça, o Ministério Público Federal montou um sistema de proteção aos seus membros, e os procuradores até hoje têm algum tipo de proteção, em grau maior ou menor”, informou Nogami.

"O que eu digo é que existe um sistema de proteção. Desde aquela época, quando foi identificada a ameaça, o Ministério Público Federal montou um sistema de proteção aos seus membros, e os procuradores até hoje têm algum tipo de proteção, em grau maior ou menor”, informou Nogami.

O MPF apontou para um esquema que teria operado entre os anos de 2008 e 2014 envolvendo diversos políticos, empresários e donos de factorings no Estado. De acordo com as investigações, os casos de corrupção teriam ocorrido durante os governos Blairo Maggi (PP) e Silval Barbosa (sem partido). 

Os recursos teriam sido desviados por meio de licitações superfaturadas, pagamentos de precatórios e isenções tributárias fraudulentas, sendo lavados posteriormente por meio de factorings. Primeiro delator da operação, o empresário Gérson Marcelino Mendonça Júnior, conhecido como Júnior Mendonça, revelou que o grupo operava um sistema financeiro paralelo com o dinheiro desviado do Estado.

No total, a operação teve 15 fases, que culminaram em 38 ações penais com três sentenças condenatórias, 43 inquéritos abertos na Polícia Federal, recuperação de R$ 230 milhões, fruto de 17 colaborações premiadas, e o bloqueio de R$ 300 milhões nas contas dos investigados. 

Além disso, o MPF afirma que cerca de R$ 500 milhões também podem ser recuperados por meio de ações que deverão ser propostas a partir de inquéritos em andamento, totalizando cerca de R$ 1 bilhão.

Até o momento, três ações tiveram sentenças condenando os acusados pelo MPF. O ex-secretário de Estado Edér Moraes foi condenado nas três ações, ao lado do ex-superintendente do Bic Banco Luiz Carlos Cuzziol, do empresário Vivaldo Lopes e dos irmãos e advogados Alex e Kleber Tocantins.

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