MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO
O Ministério Público Federal (MPF) mantém um esquema de segurança a diversos procuradores responsáveis pelas investigações da Operação Ararath em Mato Grosso. A informação foi repassada pelo procurador-chefe do MPF em Mato Grosso, Gustavo Nogami, na quinta-feira (15).
Em 2014, a procuradora Vanessa Cristhina Marconi Zago Ribeiro Scarmagnani teria sido ameaçada em razão das investigações de crimes cometidos no Governo de Mato Grosso.
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“Por uma questão até de segurança da procuradora-coordenadora e dos outros procuradores que têm atuado no caso, eu não posso comentar detalhes. O que eu digo é que existe um sistema de proteção. Desde aquela época, quando foi identificada a ameaça, o Ministério Público Federal montou um sistema de proteção aos seus membros, e os procuradores até hoje têm algum tipo de proteção, em grau maior ou menor”, informou Nogami.
"O que eu digo é que existe um sistema de proteção. Desde aquela época, quando foi identificada a ameaça, o Ministério Público Federal montou um sistema de proteção aos seus membros, e os procuradores até hoje têm algum tipo de proteção, em grau maior ou menor”, informou Nogami.
O MPF apontou para um esquema que teria operado entre os anos de 2008 e 2014 envolvendo diversos políticos, empresários e donos de factorings no Estado. De acordo com as investigações, os casos de corrupção teriam ocorrido durante os governos Blairo Maggi (PP) e Silval Barbosa (sem partido).
Os recursos teriam sido desviados por meio de licitações superfaturadas, pagamentos de precatórios e isenções tributárias fraudulentas, sendo lavados posteriormente por meio de factorings. Primeiro delator da operação, o empresário Gérson Marcelino Mendonça Júnior, conhecido como Júnior Mendonça, revelou que o grupo operava um sistema financeiro paralelo com o dinheiro desviado do Estado.
No total, a operação teve 15 fases, que culminaram em 38 ações penais com três sentenças condenatórias, 43 inquéritos abertos na Polícia Federal, recuperação de R$ 230 milhões, fruto de 17 colaborações premiadas, e o bloqueio de R$ 300 milhões nas contas dos investigados.
Além disso, o MPF afirma que cerca de R$ 500 milhões também podem ser recuperados por meio de ações que deverão ser propostas a partir de inquéritos em andamento, totalizando cerca de R$ 1 bilhão.
Até o momento, três ações tiveram sentenças condenando os acusados pelo MPF. O ex-secretário de Estado Edér Moraes foi condenado nas três ações, ao lado do ex-superintendente do Bic Banco Luiz Carlos Cuzziol, do empresário Vivaldo Lopes e dos irmãos e advogados Alex e Kleber Tocantins.






















