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26 de Outubro de 2017, 20h:50 - A | A

PODERES / INFORMAÇÕES DE EMPRESAS

Ministra caça liminar do TJ que determinou repasse de dados sigilosos ao TCE

A decisão da ministra Carmen Lúcia suspende uma liminar do Tribunal de Justiça de Mato Grosso que havia determinado que o Governo entregasse informações fiscais sigilosos de empresas que exportaram entre os anos de 2013 a 2016 ao Tribunal de Contas..

DA REDAÇÃO



O Supremo Tribunal Federal (STF) concedeu ao Governo do Estado liminar para suspender a decisão do Tribunal de Justiça, que determinou à Secretaria de Fazenda (Sefaz) fornecer ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) informações fiscais individualizadas de empresas que exportaram entre os anos de 2013 e 2016. O pedido da medida cautelar foi interposto pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE). 

Na decisão, a presidente do STF, ministra Carmen Lúcia, considerou aspectos relacionados à potencialidade lesiva do ato decisório em fase dos interesses públicos relevantes assegurados em lei. 

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Há de se preservar, ao menos por ora, as informações fiscais de 2.237 contribuintes mato-grossenses, os quais teriam exportado no período aproximadamente R$ 172 bilhões, de acordo com a estimativa do requerente, pois a determinação de seu fornecimento neste estágio processual inicial parece evidenciar lesão à ordem administrativa, por impor ao titular da Secretaria de Fazenda de Mato Grosso a prática de ato cuja legalidade se controverte”, afirma a ministra em trecho da decisão. 

No pedido de suspensão da liminar, o Governo do Estado mantém o entendimento de que os dados individuais das empresas exportadoras estão resguardadas pelo sigilo fiscal. 

Como base de sustentação da justificativa, a Sefaz e a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) informaram que o impedimento é regido pela Lei nº 5.172 de 25/10/1966, com redação dada pela Lei Complementar nº 104, de janeiro de 2001. Trata-se do Código Tributário Nacional (CTN), que em seu artigo 198 veta o fornecimento individual a outros órgãos. 

Sem prejuízo do disposto na legislação criminal, é vedada a divulgação, por parte da Fazenda Pública ou de seus servidores, de informação obtida em razão de ofício sobre a situação econômica ou financeira do sujeito passivo ou de terceiros e sobre a natureza e o estado de seus negócios ou atividades”, aponta o referido artigo. 

A secretaria já havia encaminhado ao TCE dados que permitem o acompanhamento das exportações sem identificar nominalmente os contribuintes, em cumprimento à ordem judicial anterior. “Mas reiteramos que, tendo um procedimento de investigação específico contra algum contribuinte, os dados serão fornecidos mediante transferência de sigilo”, esclarece o secretário Gustavo de Oliveira. 

“A decisão do STF protege o Estado de uma possível avalanche de ações judiciais de indenizações de contribuintes que tiveram seus sigilos abertos em situação de fundada dúvida jurídica. No caso, a Sefaz deve repassar as informações para o TCE sem identificação dos contribuintes e, se houver qualquer desconformidade, o TCE determina a instauração de um processo específico e audita os dados daquele contribuinte”, afirma o procurador Rogério Galo.

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Dr Davi 27/10/2017

O Estado numa situação fiscal ruim de forma inexplicável e o Judiciário impede que o TCE faça seu trabalho, que poderia resgatar bilhões para Mato Grosso.

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