RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O deputado federal José Medeiros (Podemos) confirmou, na tarde desta terça-feira (19), que o ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta assegurou repasse de recursos à Santa Casa de Misericórdia para pagar os salários dos funcionários, entre eles médicos e enfermeiros, há quase seis meses sem receber, como já adiantou o
na tarde desta segunda.
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No entanto, o ministro, segundo Medeiros, deixou claro que esta será última vez que o Governo Federal vai ajudar o hospital filantrópico com recursos extraordinários, por isso exige que o dinheiro seja bem administrado.
“O que eu vi foi o ministro afirmando é que ele vai ajudar [a Santa Casa] somente desta vez. Se não funcionar não adianta pedir [novamente]”, revelou.
“O que eu vi foi o ministro afirmando é que ele vai ajudar [a Santa Casa] somente desta vez. Se não funcionar não adianta pedir [novamente]”, revelou.
O deputado explica ainda, que apesar da exigência, o repasse está assegurado, mas não foi falado em valores. Madetta e representantes da bancada federal, Governo do Estado, Prefeitura de Cuiabá, Assembleia Legislativa e Câmara Municipal voltam a se encontrar em reunião nesta quarta-feira (20), em Brasília, para 'bater o martelo' e anunciar como será feito o pagamento.
“Valores estão assegurados. [...], mas durante a reunião não ouvi falar em números. Se houve essa conversa foi depois do encontro”, argumentou Medeiros.
Porém, no fim da tarde de segunda-feira (18), a reportagem apurou que o ministro decidiu destinar R$ 50 milhões para ajudar a pagar salários. Já os débitos em atraso, relativos ao custeio do hospital, devem ser renegociados.
No encontro, articulado por Victório Galli, que atualmente é assessor especial da Presidência da República, o ministro Mandetta teria deixado claro que para repassar o valor será necessária criar um gabinete de crise, composto por vários órgãos como Tribunal de Contas, Ministério Público, Governo do Estado, Prefeitura, entre outros. Ou seja, o ministro não acha correto entregar tanto dinheiro público para a atual administração da Santa Casa sem fiscalização rigorosa, já que o déficit, contabilizado em R$ 80 milhões por ano, ocorreu na gestão do ex-presidente Antonio Preza.
A data para o envio do dinheiro e os detalhes de como ficará a administração do filantrópico será tema de nova reunião, na tarde desta terça-feira (19), entre o ministro e Galli, e outra reunião na quarta-feira (20), com os representantes de Mato Grosso. Após nova conversa, será feito o anúncio oficial com detalhes dos repasses.
O recurso extraordinário deve cair direto na conta da Prefeitura de Cuiabá, que será responsável por repassar os valores.
“Valores estão assegurados. [...], mas durante a reunião não ouvi falar em números. Se houve essa conversa foi depois do encontro”, argumentou Medeiros.
Paralisação
Desde o dia 11, a Santa Casa paralisou os atendimentos alegando falta de condições pelo fato de atraso em repasses da Prefeitura de Cuiabá.
O prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) emitiu nota, no dia 12, afirmando que estava analisando documentos sobre a viabilidade de fazer repasses financeiros à Santa Casa de Misericórdia, que de acordo com a Prefeitura, teve os pagamentos suspensos por recomendação da Delegacia Fazendária, pois o hospital seria alvo de investigação, o que é negado pela direção da unidade de saúde.
A Prefeitura havia se comprometido repassar o valor R$ 3,6 milhões para custeio de serviços emergenciais.
A nota informa que o Município não é obrigado a cumprir os repasses porque a Santa Casa não cumpriu com o acordo firmado entre as partes.
“Foram repassados R$ 24.866.260 para a instituição, mas os serviços hospitalares que deviam ser ofertados aos cidadãos não foram executados. Sendo o motivo da dívida da Santa Casa com a Prefeitura de Cuiabá”, afirma trecho do documento.
Com a medida, a Santa Casa fechou as portas para atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e pelo menos 620 pacientes das áreas de nefrologia, oncologia e pediatria foram transferidos para unidades como os Hospitais de Câncer (HCan) e o Geral Universitário (HGU), que também prestam serviços ao SUS.
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Carla 19/03/2019
Primeiro tem que tirar os ladrões lá de dentro. URGENTE!
MARIA TAQUARA 19/03/2019
eu não faço doações de um centavo sequer para a Sta Casa. Primeiro, quero que eles mostrem pra sociedade dentro de uma nova administração que é possível retomar a relação de confiança. Não vou ficar sustentando o lanche e as viagens de administradores corruptos.
2 comentários