SÍLVIA DEVAUX
DA REDAÇÃO
A volta da competência da Vara Especializada da Saúde Pública de Mato Grosso, em Várzea Grande, para analisar os pedidos judiciais, ligados à Saúde, contra o Estado significará uma economia de pelo menos R$ 100 milhões aos cofres públicos. A informações foi dada pelo governador Mauro Mendes (DEM) logo após a decisão que retirou a competência da Vara de Várzea Grande.
Em fevereiro deste ano, depois de liminar do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que retirou a competência da Vara, o governador Mauro Mendes (DEM) reclamou antes da criação da Vara para julgar todos os pedidos liminares de internação e procedimentos, Mato Grosso era "roubado".
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O STJ determinou, à época, que os processos de pedidos de cirurgias, internações e outros na rede particular, custeadas pelo Governo do Estado, fossem julgados no foro dos domicídios e não na Vara Especializada.
"Cirurgia que na iniciativa privada custava R$ 50 mil, através de judicialização, cobrava R$ 300 mil. Tinha internação de UTI que custava R$ 3 milhões, no privado seria R$ 200 mil, isso foi um grande esquema de desvio de dinheiro público ao longo de décadas”, disse Mauro à época.
O governador revelou que aproveitavam da boa vontade do Poder Judiciário para roubar o dinheiro público, por meio de esquema montado por "mafiosos na saúde”
“Nós gastávamos quase R$ 200 milhões por ano com essas judicializações. Depois que a Vara foi criada, essa despesa caiu menos da metade. Usavam da boa fé do Judiciário e conseguiam cirurgias que eram para ser contratadas por R$ 20, 30 ou 50 mil e o Estado pagava até 10 vezes mais”, disparou.













