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Cuiabá, 06 de Junho de 2026
06 de Junho de 2026

05 de Junho de 2021, 12h:07 - A | A

PODERES / LIBERAÇÃO DA SPUTNIK V

Mauro: Vitória para a população de Mato Grosso e do Brasil

Declaração do governador ocorre horas após a Anvisa autorizar o Brasil importar a vacina Rússia.

REDAÇÃO



O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou que a autorização para importar a vacina Sputnik V, da Rússia, usada contra a covid-19, é uma vitória da população de Mato Grosso.

A decisão da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ocorreu na sexta-feira (04) durante reunião extraordinária da Diretoria Colegiada do órgão.

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O imunizante tem 91,6% de eficácia contra o vírus e é usado em 68 países.

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"Essa é uma vitória para a população de Mato Grosso e do Brasil. Ainda que os lotes liberados por enquanto sejam reduzidos, toda e qualquer quantidade de vacina já é suficiente para salvar vidas, e é isso que importa. A importação vai acelerar o processo de vacinação e complementar a imunização que está sendo coordenada pelo Governo Federal. Fico feliz por termos colaborado para isso", afirmou o governador.

A importação foi concedida mediante algumas condicionantes, como a análise dos lotes que chegarem pelo Instituto Nacional de Controle de Qualidade de Saúde (INCQS) e a aplicação reduzida inicialmente aos primeiros lotes, sendo aumentada gradativamente após o acompanhamento da efetividade.

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, comemorou a decisão. Ele pontuou que a aplicação do imunizante vai resultar em menos internações e óbitos, que é o mais importante neste momento.

"Com essa autorização pela Anvisa, poderemos vislumbrar uma ampliação da cobertura vacinal em Mato Grosso", mencionou.

Próximos passos

O Governo do Estado adquiriu 1,2 milhão de doses da Sputnik V, que já contém os dois componentes da vacina, ou seja, as doses poderão imunizar 1,2 milhão de pessoas.

A aquisição ocorreu junto ao Fórum de Governadores da Amazônia Legal e do Consórcio Nordeste.

Na próxima semana, o Governo de Mato Grosso deve se reunir com a Anvisa e com o Fundo Russo para alinhar os próximos passos para a chegada e aplicação do imunizante.

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Dr. Marcos Infectologista 05/06/2021

Há duas vacinas atuando com o emprego de adenovírus: a Vaxzevria (AstraZeneca/Oxford) e a Sputnik V (Gamaleya). A primeira se vale de adenovírus de chimpanzés como vetor do gene de espícula e a segunda usa dois diferentes adenovírus humanos. Esses vírus manipulados não conseguem se multiplicar quando lançados em nosso organismo e só expressam a tal proteína de espícula do coronavírus. Mas há uma brecha no sistema: adenovírus usados como satélite para carregar o gene podem recuperar sua capacidade de se replicar por meio de recombinações. Se isso acontecer, o adenovírus poderia voltar a ser patogênico. Esse é o impasse em que se encontra a Sputnik V no Brasil. O instituto russo Gamaleya, que desenvolveu e produz a vacina, precisa explicar de um modo mais simples à Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) se possui evidências de que seu vetor feito de adenovírus inativado não é capaz de readquirir a capacidade patogênica. Então, há motivos para preocupação e sim, é preciso monitorar os vacinados pela sputinik. Além disso, diante de inúmeras outras possibilidades no mercado o Ministério Público precisa acompanhar para certificar que não seja um vetor de corrupção.

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Russo 05/06/2021

Errado. Anvisa liberou somente um porcento da população dos estados solicitantes e com condicionantes absurdos. Pode tomar sr Governador e familiares.

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2 comentários