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Cuiabá, 30 de Maio de 2026
30 de Maio de 2026

25 de Junho de 2025, 07h:00 - A | A

PODERES / GUERRA NO IRÃ

Mauro vai buscar alternativas em outros países contra desabastecimento de fertilizantes

Conflitos entre Irã e Israel podem culminar no fechamento do Estreito de Ormuz, que conecta produtores de fertilizantes do Oriente Médio ao Brasil

VANESSA MORENO
DO REPORTÉR MT



O governador Mauro Mendes (União) disse que pretende buscar alternativas em outros países para que não haja desabastecimento de fertilizantes em Mato Grosso, caso o Irã feche o Estreito de Ormuz, em retaliação aos ataques dos Estados Unidos às usinas nucleares do país, durante o conflito entre o Irã e Israel. 

O Estreito de Ormuz é uma importante rota marítima que conecta os produtores de petróleo e fertilizantes do Oriente Médio com os principais mercados do mundo e os conflitos na região poderão impactar tanto o agronegócio brasileiro, como o mato-grossense.

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“O estreito de Ormuz é um importante canal ali no Oriente Médio para fornecedor de petróleo, de fertilizantes pro mundo e pro Brasil. Claro que um bloqueio de um canal logístico vai trazer consequências, mas eu acredito que nós temos alternativas em outros países para que nós possamos evitar ou tentar evitar que haja um desabastecimento do nosso suprimento de fertilizantes”, disse o governador à imprensa nessa segunda-feira (23).

O fechamento do Estreito de Ormuz foi aprovado pelo parlamento iraniano no último domingo (22), conforme divulgado pela imprensa nacional, no entanto, a medida ainda não foi concretizada, pois aguarda avaliação do conselho nacional de segurança iraniano e do líder aiatolá Ali Khamenei.

Caso o tráfego marítimo na região seja impedido, agricultores do Brasil poderão sofrer as consequências, já que grande parte dos fertilizantes utilizados aqui são importados.

“Nós temos terras absolutamente favoráveis, clima favorável, mas a nossa terra ela não tem a fertilidade necessária para dar a produtividade que o sistema agrícola brasileiro tá acostumado. Então nós dependemos muito da importação de fertilizantes”, ressaltou o governador.

Mauro Mendes aproveitou para relembrar a demora no licenciamento de uma mina de potássio, no Amazonas, que tem potencial para abastecer o agronegócio brasileiro com fertilizantes. Conforme destacado pelo chefe do Executivo estadual, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) levou quase 15 anos para licenciar o projeto de mineração.

“Por isso não dá pra entender como que um órgão ambiental brasileiro, o nosso IBAMA demorou quase 15 anos pra licenciar uma mina de potássio no amazonas que pode suprir praticamente 50% do potássio que o Brasil consome sem ter essas dependências externas e colocando em cheque, em risco, o mais importante e relevante setor da economia brasileira hoje que é o agronegócio”, ressaltou Mauro Mendes.

Por fim, o governador se mostrou confiante e disse que vai trabalhar para encontrar alternativas para que Mato Grosso não tenha que enfrentar o desabastecimento de fertilizantes.

“Espero que nós encontremos, e nós vamos trabalhar pra isso, para criar alternativas para que não haja um desabastecimento de fertilizantes no Brasil e Mato Grosso”, concluiu.

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