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Cuiabá, 19 de Junho de 2026
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09 de Agosto de 2019, 10h:10 - A | A

PODERES / DEMISSÃO DE GREVISTAS

Mauro: Toda a arrecadação seria para salários; preciso consertar o Estado

Governador descartou apresentar nova proposta, uma vez que a receita está no limite da Lei de Responsabilidade Fiscal e afirmou que irá cumprir a lei, na demissão por abandono de cargos.

KAROLLEN NADESKA
DA REDAÇÃO



O governador Mauro Mendes (DEM) foi enfático ao declarar à imprensa, na quinta-feira (08), que não há outra proposta para pôr fim à greve dos professores que já dura quase três meses e, questionado sobre o alerta de demissão, por abandono de cargo, devido à greve ser ilegal, ele avisou: "Vamos cumprir a lei", declarou o democrata que avaliou ter nessa gestão a missão de consertar o Estado.

Mendes ressaltou que a lei federal é sobrepõe à lei estadual, em menção ao fato de estar impedido de conceder o reajuste de 7,69%, por ter extrapolado o limite de gastos com pessoal, conforme a Lei de Responsabilidade Fiscal.

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“Gente, essa história [greve] já se esgotou, deu! A regra é clara, como já dizia nosso comentarista no futebol. Existem leis que mandam mais que as outras, isso todo cidadão por mais elementar conhecimento que  tenha, tem que saber que a Constituição manda mais, que as leis federais mandam mais, e elas precisam e serão cumpridas”, declarou.

“Gente, essa história [greve] já se esgotou, deu! A regra é clara, como já dizia nosso comentarista no futebol. Existem leis que mandam mais que as outras, isso todo cidadão por mais elementar conhecimento que tenha, tem que saber".

O chefe do Executivo ainda lembrou que a necessidade de controle de gastos com pessoal foi alertada pelo próprio Tribunal de Contas do Estado, que em recomendação ao Governo apontou que se continuasse a conceder reajustes e contratar servidores, em 2022 todo o orçamento do Estado seria destinado a pagar salários, o que geraria um caos, já que não haveria recursos para Segurança Pública, Educação e Saúde.

Segundo ele, a situação é resultado de má gestão que agora ele tem que corrigir.

"O Estado foi muito mal gerido nos últimos anos e nós precisamos consertar esse Estado. Eu fui eleito para consertar Mato Grosso. Vamos precisar trabalhar muito. Eu pereciso de ajuda, mas nós vamos consertar esse Estado", destacou. 

"O Estado foi muito mal gerido nos últimos anos e nós precisamos consertar esse Estado. Eu fui eleito para consertar Mato Grosso".

Interrogado sobre a composição do movimento grevista, o democrata não quis entrar no viés politico, mas lembrou de que o Sintep (Sindicato dos Servidores do Ensino Público de Mato Grosso) é ligado à CUT (Central Única dos Trabalhadores), que tem estreita ligação com o PT.

“Olha, eu não quero entrar nesse viés político. O sindicato é filiado à CUT, então tem estreita ligação ao PT [Partido dos Trabalhadores], mas eu não quero fazer essa politização. Eu quero dizer como sempre disse, não mudei um milímetro porque eu falo a verdade. Então pode me rodopiar, virar de cabeça para baixo, pressionar, brigar e fazer greve que vou dizer aquilo que é absoluto: nós estouramos a LRF senhores”, finalizou.

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Donato Félix Darolt Neto 09/08/2019

Como o Sr. Mesmo citou a Constituição Federal a mesma assegura a irredutibilidade dos salários, por isso estipula que os salários devem ser reajustados pela inflação, para manter o poder de compra do assalariado, inclusive tem jurisprudência dissendo que o estouro da Lei de responsabilidade fiscal, não é motivo para não pagar o RGA, assim fica fácil cumprir só a parte da Lei que te beneficia.

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1 comentários