WELLYNGTON SOUZA
DA REDAÇÃO
O governador Mauro Mendes (DEM) afirmou na manhã desta quinta-feira (30) que teme que a Câmara dos Deputados aprove, sob pressão, o PL 16/2021, que fixa a alíquota do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) incidentes sobre os combustíveis para todo o país.
"O problema no nosso país e da nossa cultura é que somos ruins para planejar e pior ainda para executar. É muito ruim você tomar decisões sob pressão. Às vezes é necessário, porém você não faz estudos corretos, não analisa de forma mais ampla num médio e longo prazo para produzirmos melhores resultados", afirmou Mauro ao Jornal da Manhã, na Jovem Pan de São Paulo.
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O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP), afirmou na terça-feira (28), durante agenda com o presidente da República Jair Bolsonaro, que a Casa de Leis pretende colocar em discussão e votação o PL. A lista inclui gasolina, diesel, biodiesel, etanol e gás natural e de cozinha, além de vários outros derivados de petróleo.
"Então, no meio dessa confusão, eu tenho medo da Câmara de querer tomar medidas sem que isso esteja muito bem alicerçado sem um estudo que possa trazer um alívio para o cidadão e também não comprometer a capacidade que o estado brasileiro precisa de responder", ressaltou Mauro.
De acordo com o governador, muito mais do que reduzir impostos, o país precisa trabalhar para ser mais eficiente, pois a redução da alíquota sem antes fazer a "lição de casa", cortando despesas, isso poderá comprometer os serviços de políticas públicas, bem como gerar "colapso" ao cidadão.
"Você pode comprometer a saúde, a infraestrutura, a segurança, gerar um colapso na prestação de serviços também importante ao cidadão. Por isso eu acho que, a mãe de todas as reformas nesse país, não é falar de reforma tributária, é falar de reforma administrativa, como tornar o estado brasileiro, o Poder Público nesse país mais eficiente, produzindo mais e custando menos para o bolso do cidadão", finalizou.
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