RAFAEL MACHADO
DA REDAÇÃO
O governador Mauro Mendes (DEM) saiu em defesa do secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, denunciado pelo Ministério Público Federal (MPF) por supostamente participar de fraudes em empréstimos junto ao BicBanc.
Mauro declarou, na tarde desta quarta-feira (30), que o documento trata de uma acusação do MPF e não de decisão judicial. Além disso, o governador lembrou que já foi "acusado pelo Ministério Público Federal e depois absolvido".
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O governador lembrou que já foi "acusado pelo Ministério Público Federal e depois absolvido".
A declaração ocorre um dia após vazar na imprensa trechos da denúncia do MPF que acusa Mauro Carvalho e o ex-secretário Eder Moraes de realizarem empréstimos fraudulentos por meio da Pequena Central Hidrelétrica (PCH) São Tadeu Energética junto BicBanco.
O pedido para que o secretário e Eder se tornem réu na ação é baseado na delação premiada do ex-superintendente do banco, Luis Carlos Cuzziol, firmado com órgão. O processo está em segredo de justiça.
No documento, o MPF relata que Mauro e Eder teriam usado a PCH para receber quatro cheques que totalizaram R$ 477.400,00. Além de outros vários repasses feitos a mando de Eder Moraes.
“Assim, verifica-se que a empresa SÃO TADEU ENERGÉTICA, administrada por MAURO CARVALHO JÚNIOR, foi utilizada para receber, de forma habitual, valores provenientes de operadores financeiros que realizavam depósitos por ordem do denunciado EDER DE MORAES DIAS”, consta na denúncia.
Os recursos seriam provenientes de crimes como corrupção passiva, peculato e operar instituição financeira sem autorização do Banco Central.
O documento foi assinado pela Procuradora da República Vanessa Cristhina Marconi Zago Ribeiro Scarmagnani, em junho deste ano. Ela cita outras condenações de Eder Moraes, que também foi secretário da Casa Civil, por ter montado o esquema de desvio de dinheiro enquanto estava no Governo em favor de um grupo político.
Na mesma denúncia, a procuradora pede o bloqueio de bens de Eder e Mauro Carvalho no total de R$ 1,3 milhão.

















Maria Auxiliadora 31/10/2019
Verdade, mas só quando o suspeito ou denunciado é coleguinha de partido, de bancada, de churras, etc. se a suspeita repousar sobre adversário político ou algum pobre coitado, aí o “garantista utilitário” baba colorido e dos olhos vertem sangue exigindo “justissa”. Impressiona a hipocrisia, os dois pesos e duas medidas dos politiqueiros pantaneiros.
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