ANDRÉIA FONTES
DA REDAÇÃO
Governador Mauro Mendes afirmou que a partir do momento que Mato Grosso tiver todos os leitos que estão sendo preparados para atender pacientes de Covid-19 prontos sua atitude irá mudar. Ele se refere à economia do Estado, com qual demonstra grande preocupação. Sem falar diretamente, o governador deixou claro que tomará atitudes para que o comércio volte a funcionar.
Durante live com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional de Mato Grosso, Leonardo Campos, na tarde desta quinta-feira (16), Mauro Mendes criticou diretamente as medidas restritivas adotadas pelo prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro. “Cuiabá decretou o fechamento do comércio quando confirmou o primeiro caso (de Covid-19). Agora, que está com 70, vai mandar reabrir? Com todo o respeito, o prefeito antecipou-se demais nessa medida. O remédio tem que ser aplicado na hora certa, no momento certo”.
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Mendes destacou que o chamado lockdown, que significa a paralisação de todas as atividades num município, estado ou país, só pode ocorrer no momento que a pandemia está crescendo de forma descontrolada, que mais de 50% dos leitos disponíveis estão ocupados.
Ele enfatizou que não se pode usar as mesmas medidas adotadas em outros países, como Itália, Espanha, e agora Estados Unidos, sendo que a realidade de Mato Grosso é totalmente diferente. Citou, por exemplo, a Itália, que possui 60 milhões de habitantes, mas com 204 habitantes por metro quadrado. Reforçou que Mato Grosso tem 3 habitantes por metro quadrado.
Trouxe a comparação ainda para mais perto, afirmando que Cuiabá não tem a mesma realidade que São Paulo, Rio de Janeiro, Fortaleza e Salvador, que são capitais com grandes favelas. “Não sou favorável ou fecha tudo, para tudo. Muito menos defendo aqueles que dizem que é só uma gripezinha. Mas temos que olhar com cuidado, porque existem milhares de mato-grossenses que dependem do trabalho diário para sobreviver”.
O governador disse que a economia do Brasil corre um risco gigante, pois a queda de 5% no Produto Interno Bruto (PIB) pode resultar no crescimento de 20% a 25% do desemprego. Disse que não concorda com a forma que o presidente da República, Jair Bolsonaro, fala, mas que “na essência existe um bom senso”.
Mendes afirma que as perspectivas de retomada da economia também não são boas e que não será fácil o processo. Enfatizou que não pode manter o mesmo nível de despesa se a arrecadação vai cair. E que é o comportamento da arrecadação deste mês de abril que vai direcionar as próximas decisões do governo. “O governo não tem cheque especial que vai entrando no vermelho. Só paga se tiver dinheiro no Banco do Brasil. Se tiver uma crise muito severa, todos nós seremos afetados”.
Ele afirmou que, por enquanto, o governo está honrando com todos os seus compromissos, mas que atitudes mais drásticas podem ser necessárias. “Diminuindo a entrada de dinheiro, vamos ter que diminuir algumas formas de pagamento".
*Atualizada às 18h42
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Euclydes Motta Jr 17/04/2020
201 habitantes por km² e não, metro quadrado...
Opinião de quem não parou de trabalhar 16/04/2020
Governador, sou pai de família, cozinheiro em um restaurante e não parei de trabalhar. Porém, sou contra a forma de condução dos gestores. Chego sentir revolta quando ouço tem 10.000 leitos......Governador, estamos falando de VIDA, o senhor deve amar esta vivo, com saúde e tenho certeza que a vida da sua familia é seu bem maior! Disso nós não temos duvidas! ANTES, de jogar o povo do Estado que o Senhor comanda na fornalha e abriga- Los irem para a rua, produzir e gerar renda ao ESTADO. CORTA cargos, duodécimo( ja que estamos em calamidade pública) corta mordomias, diminui secretarias......enfim, reduz gasto na carne! Depois disso, mostra os números......AI inicia o tal isolamento com o grupo de risco, vulnerável......do CONTRARIO, não adianta.....o povo do MT não vai para rua as compras e gerar renda! Reveja sua forma de conduzir este momento! VIVO que gera renda, MORTO, não!
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