DA REDAÇÃO
O empresário Mauro Mendes (DEM) foi empossado juntamente com seu vice, Otaviano Pivetta (PDT), na tarde desta terça-feira (1º), como governador do Estado de Mato Grosso. A solenidade, que está dividida em três etapas, aconteceu na Assembleia Legislativa onde o democrata assinou o termo de posse. Em seu discurso, Mauro pediu apoio de servidores e da sociedade e destacou; "não tem salvador da pátria".
Após a posse, o democrata se encontra com Pedro Taques (PSDB) para receber a faixa de governador. A entrega ocorre no Palácio Paiaguás, no Centro Político Administrativo, e terá duração de apenas 30 minutos. Em seguida, haverá o último evento que será a posse dos secretários, às 18h, na Faculdade de Tecnologia Senai, na Avenida 15 de Novembro.
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Mauro foi eleito com mais de 840 mil votos e será o 56° governador de Mato Grosso. Ele comandará o Estado até 2022.
Durante o período de transição, Mauro Mendes destacou que assumirá o comando do Palácio Paiaguás com déficit orçamentário de R$ 1,7 bilhão. Ele tenta convencer os chefes dos Poderes para que colaborem com o início da gestão, além disso, tenta emplacar o projeto que reedita o Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) 2.
Durante seu discurso de posse, Mauro Mendes disse que o país caminha para momentos políticos delicados de sua história. O democrata destacou que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) vem de um clamor da população que, segundo ele, está cansada da velha forma de fazer política.
O democrata ainda pontuou que Mato Grosso, assim como o Brasil, tem altas cargas tributarias e em contrapartida os serviços públicos são falhos.
“Mas não só sobre os ombros do Executivo está depositada essa responsabilidade, cabe aos senhores parlamentares federais e estaduais tomar as medidas, as medidas corretas, eu não chamo de medidas duras, mas as medidas corretas para que nós possamos fazer uma correção de curso e colocar esse país novamente no trilho que ele precisa seguir”, disse.
Mauro Mendes ainda criticou a gestão de Pedro Taques (PSDB), para ele, a gestão foi uma grande incógnita e ao final terminou em uma grande interrogação.
Ele ainda pediu colaboração dos Poderes para enfrentar a falta de recursos dos próximos meses.
“Teremos que fazer alguns enfrentamentos necessários, mas para que eles possam produzir os resultados e equilibrar e recompor a capacidade desse Estado de cumprir o seu papel. Aos nossos Poderes Legislativo, Judiciário quero dizer aos senhores que precisaremos muito do apoio e da compreensão de cada um de vocês”, pediu.
“Precisamos restabelecer um clima de paz e de confiança, não podemos fazer entre nós, ou gastar dentre nós, energias tão caras, quando nossos principais inimigos não estão entre nós, os nossos maiores inimigos estão lá fora que é essa desigualdade e principalmente a péssima qualidade de serviços públicos”, completou.
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