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08 de Março de 2023, 14h:00 - A | A

PODERES / SAÚDE DE CUIABÁ

Mauro diz que intervenção é ‘presente de grego’, mas não vai virar as costas para população

Justiça deve voltar a discutir questão da intervenção do Governo do Estado na Saúde de Cuiabá nesta quinta-feira (09).

Assessoria

Governador voltou a comentar sobre a intervenção na saúde da Capital às vésperas de decisão do TJMT.

Governador voltou a comentar sobre a intervenção na saúde da Capital às vésperas de decisão do TJMT.

APARECIDO CARMO
DO REPÓRTER MT



O governador Mauro Mendes disse que a intervenção estadual na saúde publica de Cuiabá 'presente de grego', mas mesmo assim, não é possível deixar a população abandonada diante do caos instalado na gestão da Saúde municipal. Na quinta-feira (09), o Órgão Especial do Tribunal de Justiça vai decidir pela retomada ou não da intervenção. 

“Isso é um presente de grego, pegar uma situação de uma saúde destruída, endividada, desorganizada, bagunçada, é um presente de grego. Por outro lado, virar as costas para uma população que está morrendo, que está com falta de atendimento, também é uma desumanidade”, disse.

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Mauro Mendes disse que cabe ao governo aguardar a decisão da Justiça, mas ressaltou que nunca antes na história a situação da saúde pública na Capital esteve em situação tão crítica.

“Eu ouvi de uma pessoa importante no cenário que nunca na história, e ela conhece muito mais do que eu inclusive, viu um descalabro tão grande como o que está acontecendo aqui. Mas essa é uma decisão que compete aos 13 desembargadores”, comentou.

“Então nós vamos aguardar, a palavra está com o Tribunal de Justiça assim que ele decidir nós estaremos prontos para continuar fazendo a nossa parte”, concluiu.

O Tribunal de Justiça começou a discutir a intervenção na saúde pública da Capital no dia 23 de fevereiro, mas foi adiada após dois pedidos de vistas por parte dos desembargadores Rubens de Oliveira Santos Filho e Juvenal Pereira da Silva.

A intervenção foi decretada em decisão monocrática do desembargador Orlando Perri, do TJMT, em 28 de dezembro de 2022. Durou oito dias, período em que o interventor Hugo Felipe Lima exonerou todos os coordenadores da Saúde de Cuiabá e fez análise completa dos gastos da pasta. Segundo ele, havia um "rombo" superior a R$ 350 milhões na Saúde.

Em 6 de janeiro deste ano, o STJ suspendeu a intervenção, pois a decisão deveria ser de um órgão colegiado e não de forma democrática, como ocorreu. Em seguida, o Ministério Público pediu sessão extraordinária do Órgão Colegiado para analisar a questão.

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