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Cuiabá, 13 de Julho de 2024
13 de Julho de 2024

22 de Junho de 2024, 14h:00 - A | A

PODERES / CRITICOU CONGRESSO

Mauro diz que facções estão financiando campanhas e país será dominado por elas se nada for feito

No Brasil já foram identificadas 70 organizações criminosas atuantes em todos os setores

DAFFINY DELGADO
DO REPÓRTERMT



O governador Mauro Mendes (União) defendeu nesta sexta-feira (21), que o combate às facções criminosas deveria ser prioridade número um do Congresso Nacional, tendo em vista o avanço acelerado e o envolvimento do crime organizado no financiamento de campanhas eleitorais no Brasil.

"Deveria ser prioridade um no Brasil, porque essa guerra nós estamos muitos quilômetros atrás, pois houve um avanço gigantesco das facções no país", declarou governador.

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"Elas estão financiando pessoas na política e já tem em todos os níveis da política isso, identificado pelas inteligências, pessoas com profundas ligações a diversas facções criminosas", acrescentou.

Em Mato Grosso, por exemplo, na Operação Apito Final deflagrada pela Polícia Civil em abril, foi identificado que a facção Comando Vermelho (CV-MT) - organização predominante no estado - estava utilizando de um time de futebol amador para promover um membro da facção para concorrer a uma vaga na Câmara Municipal de Cuiabá.

Mauro destacou que as facções evoluíram de tal forma que já não atuam somente no ramo do tráfico de drogas, mas que possuem empresas 'licitas' onde lavam o dinheiro sujo e desenvolvem trabalhos na periferia, ocupando o dever dos executivos municipais e estaduais.

"Elas estão nas periferias, estão desenvolvendo as atividades cinzas, chamadas econômicas, elas não são só traficantes de droga, eles têm atividades lícitas, lavam dinheiro, exercem papel social ocupando papel do Estado", disse.

Ao criticar a inércia do Poder Legislativo federal, Mauro disse que no Brasil já foram identificadas 70 organizações criminosas atuantes e que se algo não for feito, o país será tomado por elas.

"São mais de 70 facções criminosas no país. Onde vamos parar? Vamos esperar o caos para tomar providências? É isso que precisamos discutir", finalizou.

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