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Cuiabá, 06 de Junho de 2026
06 de Junho de 2026

17 de Maio de 2021, 16h:40 - A | A

PODERES / DEPUTADO INVESTIGADO PELO MP

Mauro descarta afastar Dilmar da liderança: "Não vou cometer injustiça"

Líder do governo na Assembleia está sendo investigado pela Operação Rota Final, desencadeada pelo Gaeco. O governador pontua que condenar antecipadamente o deputado seria injustiça

DAFFINY DELGADO
DA REPORTAGEM



O governador Mauro Mendes (DEM) descartou que possa afastar o deputado Dilmar Dal Bosco (DEM), como líder do governo na Assembleia Legislativa, pelo fato de o parlamentar estar sendo investigado pelo Ministério Público, na Operação Rota Final III.

"Vejo como muita naturalidade isso. Eu não posso tomar uma decisão só em função de uma investigação. Eu já fui investigado e depois de três anos, com o parecer da Polícia Federal, do Ministério Público, do Judiciário Federal, fui inocentado completamente. Eu não vou cometer injustiça com ninguém. Só o fato de estar sendo investigado não é elemento para eu afastar alguém da minha liderança", declarou após a solenidade de inauguração de escola pública em Várzea Grande, nesta segunda-feira (17).

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Operação Rota Final, deflagrada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) apura suposto pagamento de propina por parte dos empresários para renovação de concessões do transporte intermunicipal de passageiros.
Mauro parabenizou o Ministério Público que atua cumprindo o papel de investigar.

"Por enquanto vamos acompanhar todas as investigações. Agora, dou os parabéns ao Ministério Público, à polícia que faz o seu papel, ao Gaeco. Têm que investigar com seriedade e responsabilidade, isso sempre defendi e continuo defendendo", pontuou.

O que diz o deputado
Por meio de sua assessoria jurídica, Dilmar classificou a operação como uma “exposição desnecessária”.
Os agentes do Gaeco cumpriram mandado de busca e apreensão na casa do parlamentar, em Sinop (500 km de Cuiabá).
A defesa de Dilmar acrescenta ainda que ele não sofreu sequestro de bens ou bloqueio de valores em suas contas bancárias. Além disso, também afirma que nada foi encontrado que ligue o parlamentar ao objeto da investigação.

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