CAMILLA ZENI
DA REDAÇÃO
O governador Mauro Mendes (DEM) avaliou que tanto o Democratas quanto o PSL deve perder alguns filiados em razão da fusão dos partidos, dando origem a uma nova legenda chamada União Brasil. Entretanto, a expectativa é que a maioria das personalidades permaneça no quadro.
Nacionalmente, a fusão entre DEM e PSL vem sendo debatida há meses e se afunilou neste mês de setembro, quando as lideranças deram início ao processo. Nessa terça-feira (28), a Executiva Nacional do PSL autorizou a convocação de uma Convenção Nacional Conjunta do PSL e do DEM para decidir sobre o assunto.
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Em Mato Grosso, o PSL compõe a base do DEM em apoio ao governo Mauro Mendes, em um movimento encabeçado pelo ex-senador Cidinho Santos (PSL), que preside o partido desde o mês de junho. No entanto, membros da legenda se posicionam contrários à gestão do Executivo, como os deputados estaduais Ulysses Moraes e Delegado Claudinei.
“Qualquer fusão, união de partidos ou até mesmo de pessoas, sempre tem algumas objeções. Nem todo mundo combina com todo mundo”, ponderou Mauro em entrevista à rádio CBN Cuiabá nessa quarta-feira (29).
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“Agora, quando você funde dois partidos, quem está nesses partidos têm liberdade para migrar, para tomar o seu rumo, o seu caminho se não concordar. Então, é possível que alguns que estão no DEM saiam, que estão no PSL saiam, mas a maioria vai ficar”, completou.
Mercado partidário
Mauro avaliou que a fusão das legendas é importante para unir as linhas de pensamento, e considerou que o Brasil tem tanto partido político que chega a ser “ilógico”. O governador ainda sugeriu que a política estaria sendo usada como “mercado” e defendeu a redução da quantidade de partidos.
“Nós, brasileiros, estamos cansados, até enojados com essa quantidade de partidos. Trinta e oito partidos, parece que temos aqui no Brasil. Isso é loucura. Não existem 38 linhas de pensamentos que possam agrupar 38 grupos diferentes. Não existe em lugar nenhum do mundo. Isso é uma doideira. Parece que virou comércio, um mercado partidário”, criticou.
“Seis, oito, 10 partidos, vamos lá, mas mais do que isso acho que não tem lógica, foge à democracia. Acho que esse movimento que o PSL e DEM está fazendo vai ao encontro disso. Precisamos reduzir para as pessoas conhecerem melhor quem é quem e o que pensam cada um”, completou.
A posição de Mauro também já tinha sido compartilhada pelo senador Jayme Campos (DEM), que também defendeu uma redução de partidos políticos. Na visão de Jayme, o surgimento das legendas é fomentado pelo Fundo Partidário, que repassa valores para as campanhas. Ele defende o fim do fundão.
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