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Analista avalia que adversários usarão denúncias contra Blairo Maggi durante campanha eleitoral.
RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO
O analista político Vinicius de Carvalho avalia que o ex-governador e atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), sairá do mandato de senador (do qual está licenciado) politicamente fragilizado, após ser delatado pelo também ex-governador Silval Barbosa (PMDB).
“Se ele for candidato, isso será usado, apesar de em Mato Grosso ele ter um prestígio muito grande, mas, pode ter um candidato avulso, ou seja, mais solto que politize isso”.
Inclusive, segundo Vinicius de Carvalho, já há a notícia de que Maggi – considerado pelo procurador-geral da República Rodrigo Janot como sendo o líder de um grupo criminoso – pensa em desistir de disputar a próxima eleição.
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“Se ele for candidato, isso será usado, apesar de em Mato Grosso ele ter um prestígio muito grande, mas, pode ter um candidato avulso, ou seja, mais solto que politize isso”.
Outra avaliação que vem sendo feita por Maggi, de acordo com o analista, é o fato de perder o foro privilegiado, levando, assim, os processos judiciais para a 1ª instância.
“Está tudo muito generalizado porque tem muita gente envolvida. O que eu soube é que ele já avalia não ser mais candidato, ficar sem foro e tentar discutir isso na 1ª instância”.
“Está tudo muito generalizado porque tem muita gente envolvida. O que eu soube é que ele já avalia não ser mais candidato, ficar sem foro e tentar discutir isso na 1ª instância”.
Sobre o impacto da delação do ex-governador na vida política de Maggi e outros citados, Vinicius define como sendo o Joesley Batista, dono da Friboi, que gravou o presidente Michel Temer (PMDB) em uma conversa nada republicana.
“Com certeza o Silval o atingiu. A delação do Silval é a nossa JBS de Mato Grosso”, resumiu.
Acusações
Entre as denúncias de Silval está a de que Maggi usou dinheiro público para quitar uma dívida de R$ 17 milhões com o empresário Júnior Mendonça, no fim do ano de 2010. O débito teria sido contraído pelo “ex-braço direito” de Maggi, Eder Moraes, sem sua autorização.
Na delação, o ex-governador também traz uma lista de 10 “operadores” de um sistema financeiro paralelo no Estado, que faziam “girar” o dinheiro ilícito de propina e desvios de recursos públicos. Os operadores eram donos de factorings.
Eles atuavam mediante o recebimento de altos juros, se beneficiando ou distribuindo o dinheiro entre os beneficiários.
Conforme Silval, a prática do sistema paralelo teve início no Governo do atual ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) e continuou na gestão do peemedebista.
Além disso, Blairo Maggi teria participado de um acordo para aumentar o valor da propina paga aos deputados estaduais de Mato Grosso em troca de apoio ao Governo.






















Rogério Silvestri 29/08/2017
Profeta! kkk ... Coordenador de campanha do Pedro Taques!
1 comentários