MARCIO CAMILO
DA REDAÇÃO
As defesas do coronel da PM Evandro Lesco, ex-secretário da Casa Militar, e do cabo da PM Gerson Correa ingressaram com pedidos para que os militares sejam reinterrogados na ação penal que investiga o suposto esquema dos grampos ilegais em Mato Grosso, no âmbito da Polícia Militar. Por esse motivo, o juiz Marcos Faleiros - da Décima Primeira Vara Criminal Especializada de Justiça Militar - suspendeu o julgamento do caso marcado para os dias 20, 21 e 22 deste mês e autorizou as novas oitivas dos militares para os dias 16 e 17 de julho.
Na decisão proferida nesta quarta-feira (13), o magistrado remarcou o julgamento para 14, 15 e 16 de agosto deste ano.
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Os novos depoimentos, de acordo com os pedidos, têm por objetivo trazer novos fatos, além de mais esclarecimentos de como funcionavam as interceptações clandestinas.
"Há ponderações que merecem maiores esclarescimentos, além de elucidações que não foram trazidas durante a instrução processual", alegam as defesas nos documentos.
O pedido de Gerson foi protocolado no Fórum de Cuiabá por volta das 15h desta quarta-feira (13). Já o pedido de Lesco foi protocolado na terça (12).
Também são réus na ação: o coronel Ronelson Barros, o ex-comandante da PM Zaqueu Barbosa, ex-adjunto da Casa Militar; e o coronel Januário Batista.
Grampos telefônicos
O caso dos grampos veio à tona em 2016. Segundo a denúncia, policiais militares e integrantes da cúpula do Governo do Estado “bisbilhotavam” políticos, empresários, juízes e jornalistas.
Para conseguir autorização judicial, os números eram anexados a uma lista para interceptação de pessoas investigadas por tráfico de drogas na Comarca de Cáceres. Um esquema também conhecido como “barriga de aluguel”.
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