CAMILLA ZENI
DA REDAÇÃO
O deputado federal Juarez Costa (MDB) avaliou que o presidente Jair Bolsonaro pode se manter neutro em relação à disputa pela vaga única no Senado Federal. Atualmente, a briga está mais polarizada entre o titular do posto, o senador Wellington Fagundes (PL), e o deputado federal Neri Geller (PP).
A avaliação de Juarez levou em consideração a força dos grupos que envolvem os dois pretensos candidatos. O deputado destacou que, por exemplo, o PP tem grande influência no Governo Federal, diante dos cargos que ocupa.
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“O que Bolsonaro vai ganhar se envolvendo? Nada. E ele tem lá o PP. O ministro da Casa Civil [Ciro Nogueira] é do PP, o presidente da Câmara [Arthur Lira] também é do PP. Ninguém fez a conta. O PP é muito forte no Governo Federal. Por que que o presidente iria se envolver numa política local? Isso vai ficar muito claro que não vai se envolver”, observou.
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Juarez ainda seguiu destacando que, em uma comparação de forças, o Progressistas levaria vantagem, ainda que o PL seja o novo partido de Bolsonaro. “Quem está lado a lado com ele, todo dia, acaba sendo o PP”, disse.
A possibilidade de uma neutralidade de Bolsonaro nas eleições de outubro também já tinha sido levantada pelo senador Carlos Fávaro (PSD), que é, atualmente, do grupo pró-Neri.
Para Fávaro, considerando que estão na disputa dois importantes apoiadores, o Bolsonaro deveria focar exclusivamente em sua campanha presidencial e deixar que a população mato-grossense escolha entre um dos nomes, sem demonstrar sua preferência. Dessa forma, ele não perderia nenhum dos apoios.
Até o momento, apesar de estar no partido de Wellington, o presidente não anunciou publicamente seu apoio. Sua intenção era que WF disputasse o governo, mas o senador já refutou. Agora, não se sabe qual caminho ele vai seguir.
Por sua vez, Neri já comentou que seguirá seu projeto de candidatura independentemente do apoio de Bolsonaro e do governador Mauro Mendes (União Brasil), que também estaria se aliando a WF. Entretanto, o deputado federal sempre lembra da importância do PP para Bolsonaro, e que ele próprio já se posicionou favorável às pautas do presidente diversas vezes, dando a entender que, quem sabe, Bolsonaro não se definirá por Wellington.
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