CAMILLA ZENI
DA REDAÇÃO
O governador Mauro Mendes (União Brasil) ainda não declarou oficialmente em que palanque vai subir na disputa à Presidência da República. Entretanto, segundo ele, atualmente se posiciona "muito mais próximo do campo do presidente Jair Bolsonaro (PL)" do que do ex-presidente Lula (PT). São eles que polarizam a eleição neste ano.
Mauro avaliou que, em sua visão, o cenário nacional deve ser definido ainda mais para frente, próximo das eleições, mas destacou que, em Mato Grosso, o PT tem histórico de oposição ao governo, marcada, atualmente, pela deputada federal Rosa Neide e pelos deputados estaduais Valdir Barranco e Lúdio Cabral. Por isso, segundo ele, é improvável que o grupo político aprove um apoio ao PT.
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“Respeito aqui muito a Rosa Neide, o Barranco e o Lúdio, porque, apesar de serem nossa oposição, fazem uma oposição que eu reputo ser bastante responsável. A maioria das vezes eles debateram projetos, votaram contra, mas nunca vi um ataque pessoal, desproporcional, feito ao governo ou qualquer membro da nossa administração. Mas ainda é nossa oposição, então isso cria alguma dificuldade de pensar em apoio ao PT”, avaliou o governador nesta sexta-feira (25).
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“Eu vou aguardar um pouco mais. Mas, hoje, nós estamos muito mais próximos do campo do presidente Bolsonaro do que do campo do presidente Lula”, completou.
De oposição a aliado
Apesar de citar Bolsonaro, a relação de Mauro com o presidente da República teve certa tribulação no último ano, provocada, sobretudo, pela pandemia da covid-19. No início da emergência sanitária, Mauro se juntou a outros governadores em críticas sobre o tratamento do governo federal em relação à pandemia.
Mauro também teve embates com Bolsonaro em relação ao preço dos combustíveis e gás de cozinha, quando, em 2021, o presidente culpou os estados por sucessíveis aumentos de preços. Isso levou Mato Grosso a fazer uma redução no ICMS em diversos setores, bem como a ser um dos maiores defensores do congelamento do preço médio usado de base de cálculo do ICMS dos combustíveis. O objetivo era provar que os estados não são os culpados. Ainda hoje, Mauro culpa a Petrobras e cobra atitudes do governo federal.
Entretanto, quando o vice-líder de Bolsonaro na Câmara, deputado federal José Medeiros (PL), afirmou que Bolsonaro já procurava um candidato de oposição ao governo de Mauro, a postura do chefe estadual mudou. Mauro passou a reafirmar que nunca foi oposição e que sempre evitou fazer críticas à atual gestão.
Agora, mais recentemente, Mauro teria pedido ao presidente do PL, Valdemar da Costa Neto, para que Bolsonaro não se posicione em relação à campanha ao governo em Mato Grosso. Em troca, ele daria o palanque ao presidente. A negociação, porém, não foi confirmada por Mauro.
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