CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O ex-senador Jayme Campos (DEM) revelou que o governador Pedro Taques (PSDB) tem pedido insistentemente o apoio democrata para o projeto de reeleição, oferecendo, inclusive, a candidatura a vice-governador ao líder político.
“Ele pede apoio pra todo mundo. Já me convidou para ser vice na chapa dele, para ser senador, tudo isso ele me convidou. Mas, eu não tomo decisão de forma isolada, o partido é que me guia”, disse Jayme, na quinta-feira (26), durante evento em comemoração dos 40 anos da TV Brasil Oeste, de propriedade da família.
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Apesar de Taques afirmar, nas últimas semanas, não ter decidido pela reeleição, Jayme comentou sentir uma animação “acima da média” por parte do governador em relação ao projeto. Porém, evitou falar do índice de rejeição enfrentado pelo gestor, conforme apontam pesquisas encomendadas pelos partidos.
“Ele pede apoio pra todo mundo. Já me convidou para ser vice na chapa dele, para ser senador, tudo isso ele me convidou. Mas, eu não tomo decisão de forma isolada, o partido é que me guia”, disse Jayme.
“Vocês acompanham ele mais do que eu. Me parece, pelo que estou vendo, que a disposição dele é até acima da média. Se a rejeição mostrada nas pesquisas o preocupam, aí eu já não sei”, afirmou.
Jayme também pontuou que mesmo com as tentativas de aproximação do governador, o DEM tem pendido para o lançamento de candidatura própria ao Governo do Estado.
“Essa é a vontade da maioria dos democratas. É a vontade do Fábio Garcia, do Mauro Mendes, do Julio Campos, do Jayme Campos. O DEM tem musculatura para isso e tem nomes para o Governo, Senado e para fazer boas bancadas de deputados federais e estaduais”, declarou.
"Me parece, pelo que estou vendo, que a disposição dele é até acima da média. Se a rejeição mostrada nas pesquisas o preocupam, aí eu já não sei”, declarou sobre Taques.
O próprio Jayme contou ter mantido conversas com pré-candidatos de oposição a Taques, como Dilceu Rossato (PSL), Wellington Fagundes (PR), Carlos Fávaro (PSD) e Otaviano Pivetta (PDT).
“Converso com todos. Tenho facilidade para transitar em todas as classes e política é a arte da conversa. O que não pode é criar restrições a quem quer que seja”, citou o líder democrata.
Questionado dos motivos que o fizeram a não assinar a carta de ex-aliados de Taques, Jayme disse não ter participado da reunião em que o assunto foi tratado.
“Não podia, em hipótese alguma, assinar um documento que eu não discuti. Prefiro não me manifestar. Quem assinou, fez de forma consciente e temos que respeitar. Evidentemente, alguns pontos podem ter a devida razão, são pontuais, têm fundamento. Posso até concordar, mas não participei do almoço. Falar da carta se está boa ou ruim, quem sou eu pra falar? Quem vai falar é a sociedade”, concluiu.













