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Cuiabá, 17 de Junho de 2026
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21 de Janeiro de 2019, 16h:20 - A | A

PODERES / CALAMIDADE FINANCEIRA

Governo renunciará a R$ 3,4 bilhões de receita neste ano

O governador Mauro Mendes assumiu o comando do Estado alegando crise no caixa, entre as medidas tomadas pela gestão está o escalonamento no salários dos servidores

THIAGO ANDRADE
DA REDAÇÃO



Mesmo em um ano de agravamento da crise econômica, atraso no pagamento de salários, o Poder Executivo de Mato Grosso abrirá mão de R$ 3,4 bilhões em receitas para cumprir os programas de incentivos já existentes no estado. Só do Prodeic são R$ 1,752 bilhão que o governo deixará de arrecadar para manter o programa e incentivar a indústria local.

Os valores foram colocados no orçamento elaborado ainda em 2018 pela Secretaria de Planejamento (Seplan) na gestão Pedro Taques (2018) e posteriormente revisados pela equipe de transição do governador Mauro Mendes (DEM).

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Na lista de renúncias fiscais chama atenção ainda o fato do governo abrir mão de R$ 268,103 milhões em receitas para manter o Programa de Incentivo à Cultura do Algodão de Mato Grosso (Proalmat). O incentivo foi renovado em 2016 para mais dez anos, graças a ele, o estado é o campeão nacional na produção da pluma, responsável por mais 60% no volume produzido no Brasil.

O Estado deve ainda abrir mão de recursos para na ordem de R$ 83,346 milhões referente ao programa Desenvolve APLs, para fomentar arranjos produtivos locais. Outros   R$ 72,062 milhões referente à Lei 9.855/2012 (de incentivo ao setor atacadista); R$ 23.531.540,61 milhões referente à Lei 10.395/2016 - Programa Voe MT, que diminui a tributação sobre combustíveis de aeronaves em Mato Grosso para fortalecer os voos regionais.

Mais  R$ 11,047 milhões referente ao programa recintos alfandegados;  R$ 800 mil referente ao Prodecit (de desenvolvimento científico e tecnológico) e outros  R$ 98,460 milhões referente a outros programas.

Entretanto, o Governo já anunciou que pretende reduzir os gastos com a máquina pública neste primeiro momento e depois aumentar a receita do Estado. Para este ano, a LOA que será debatida esta semana pela Assembleia Legislativa estima receita R$ 19,22 bilhões e a despesa prevista em R$ 20,96 bilhões, estimando um déficit de R$ 1,74 bilhões. O governo não conta na LOA com recursos do Fethab 2, que deixou de ser cobrado em 31 de dezembro de 2018 e precisa novamente o aval do Legislativo para voltar a valer.

Crise no caixa

O governador Mauro Mendes assumiu o comando do Estado alegando crise no caixa, entre as medidas tomadas pela gestão está o escalonamento no salários dos servidores, mudanças na forma de pagamento do 13º e ainda a apresentação de um conjunto de leis para aumentar a receita e diminuir a despesa da máquina pública. Mauro também recebeu do Fórum Sindical a ameaça de paralisação dos trabalhos dos servidores logo no primeiro mês de gestão, para conter a crise abriu diálogo com os sindicalistas e anunciou conversa com os Poderes para a redução de repasses. 

 

Comente esta notícia

Eva 23/01/2019

Esse corte na carne, é na carne de quem???? Pq até agora o Mauro Mente está mirando nos servidores e isentando os amigos. Já que o Governo Federal não tem obrigação de repassar o FEX, taxa o agronegócio, vamos ver se eles não pressiona seus dep. federais e senadores irem correndo tentar aprovar um calendário fixo para o governo repassar esse fundo.

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Marcos 22/01/2019

Cara de pau esse governo, daí já se bercebe que Mato Grosso não há calamidade financeira e sim renúncia fiscal, será se é porque os empresários estão bancando as campanhas eleitorais, se o MP investigar com certeza saberá o real motivo das renúncia dos megas empresários!!!

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Cps 22/01/2019

Precisando 3bi 900 e agora vai abrir mão de 3 bi 400 kkk a lógica é que a empresa de entre no benefício bobinho esse menino kkkkk

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luciano 22/01/2019

E ai o culpado da calamidade são os servidores ....kkkkkkkkkkkkkkkkk

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4 comentários