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Enquanto era juíza, Selma Arruda atuou na Vara Especializa Contra o Crime Organizado, onde julgou processos de figurões da política mato-grossense e também de facções criminosas como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
MIKHAIL FAVALESSA
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) determinou que a Casa Militar forneça, temporariamente, escolta armada à juíza aposentada e pré-candidata ao Senado Selma Rosane Arruda (PSL). A decisão veio depois que a Comissão de Segurança do Tribunal de Justiça de Mato Grosso suspendeu o direito da ex-magistrada de ter uma equipe de segurança.
"De imediato, não vejo como razoável que uma servidora pública que dedicou sua vida para lutar contra a criminalidade não receba suporte do Estado para garantir sua segurança pessoal, ameaçada, justamente, em razão de suas atividades funcionais", disse o governador.
A medida deve valer até que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) decida se o Tribunal de Justiça deve, ou não, fornecer a escolta para Selma.
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Enquanto era juíza, Selma Arruda atuou na Vara Especializa Contra o Crime Organizado, onde julgou processos de figurões da política mato-grossense e também de facções criminosas como o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital (PCC).
Entre os condenados por ela estão figuras como o ex-governador Silval da Cunha Barbosa, o ex-presidente da Assembleia Legislativa José Geraldo Riva, o ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE) Humberto Bosaipo, o empresário Alan Ayoub Malouf, além de outros.
"De imediato, não vejo como razoável que uma servidora pública que dedicou sua vida para lutar contra a criminalidade não receba suporte do Estado para garantir sua segurança pessoal, ameaçada, justamente, em razão de suas atividades funcionais", escreveu o governador em seu despacho.
O governador indicou que a retirda da segurança de Selma poderia desmotivar outros servidores públicos a aturem no combate à criminalidade.
"O fato da servidora ter se aposentado da magistratura não pode, por si só, ser o fundamento para o encerramento dos serviços de segurança pessoal, em contraponto a sua argumentação de que continua sob risco diuturno de morte", disse Taques.
A escolta foi suspensa pelo Tribunal de Justiça sob as alegações de que não existem mais ameaças reais e de que a juíza aposentada tem descumprido protocolos de segurança ao participar de eventos públicos visando sua candidatura ao Senado.
A pré-candidata afirmou, em seu pedido para manutenção da escolta, que vem sofrendo ameaças desde 2015, inclusive, com casos recentes. Selma afirma ser desproporcional a retirada da equipe de segurança em comparação com os serviços prestados por ela ao Judiciário.
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carlos 13/06/2018
vergonha... já ganha uma fortuna... e quer ser candidata ... deveria pagar guarda particular e não retirar policia da rua.
Teka Almeida 13/06/2018
Dinheiro público sendo desviado para fins particulares. Enquanto isso o povo está sem saúde, sem educação e sem segurança. Cadê o MPE que não acaba com essa farra politiqueira??? O próprio TJ negou por quebra nas regras e o DESgoverno querendo politicar coloca a disposição do ABSURDO o que. pertence ao povo e o que não temos SEGURANÇA.
2 comentários