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Para o governador Pedro Taques, os Estados não podem ser penalizados pela “má condução da política macroeconômica” e, na próxima semana, deve se reunir com o presidente Michel Temer.
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O governador Pedro Taques (PSDB) classificou como legítima a manifestação de caminhoneiros em todo o país, porém pontuou que o desabastecimento em diversos setores, como de combustíveis e alimentos, preocupa, principalmente, em municípios do interior.
“A União não pode jogar a responsabilidade que é dela, sobre os ombros dos Estados. Os Estados já fizeram seu ajuste fiscal. A União não pode reduzir a Cide em prejuízo dos Estados, uma vez que nós já temos responsabilidades com esses valores dessas contribuições", afirmou Taques.
“A manifestação dos caminhoneiros é um direito fundamental, desde que não venha a prejudicar o abastecimento dos Estados. Veja que tem Estados como estes do Brasil Central, cidades distantes das capitais e isso pode ocasionar desabastecimento, além de prejudicar trabalho da segurança e da saúde. A manifestação é possível, desde que o direito do terceiro não seja prejudicado e estamos preocupados com isso”, disse Taques, durante coletiva de imprensa, nesta sexta-feira (25), no Fórum dos Governadores do Brasil Central.
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O chefe do Executivo mato-grossense contou que junto com os governadores e representantes dos Estados de Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Tocantins e do Distrito Federal, está elaborando a “Carta de Cuiabá”, em que todos apontarão questões contrárias à proposta da União para encerrar o protesto dos caminhoneiros.
O Governo Federal aceitou, por exemplo, retirar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) da composição do preço do óleo diesel. Para Taques, os Estados não podem ser penalizados pela “má condução da política macroeconômica” e, na próxima semana, eles devem se reunir com o presidente Michel Temer (MDB) para expor o descontentamento com a medida.
“A União não pode jogar a responsabilidade que é dela, sobre os ombros dos Estados. Os Estados já fizeram seu ajuste fiscal. A União não pode reduzir a Cide em prejuízo dos Estados, uma vez que nós já temos responsabilidades com esses valores dessas contribuições. Os Estados já fizeram o dever de casa, ao promover seus próprios ajustes fiscais, não temos mais onde cortar, sob pena de caos”, afirmou o governador.
“Vamos levar esse assunto a uma reunião com presidente e isso precisa ser atrelado a um debate maior que é a repactuação entre os Estados a respeito da Lei Kandir. A União não estabeleceu ainda um fundo que seja efetivamente concreto para que possamos fazer frente aos desgastes que temos em arrecadação, em razão da Lei Kandir”, completou Taques.














