facebook-icon-color.png instagram-icon-color.png youtube-icon-color.png tiktok-icon-color.png
Cuiabá, 23 de Junho de 2026
23 de Junho de 2026

05 de Abril de 2018, 15h:00 - A | A

PODERES / FORA DO GOVERNO

Fávaro nega traição e diz que está livre de compromisso com Taques

Carlos Fávaro renunciou nesta quinta-feira (05) ao mandato de vice-governador alegando necessidade ética para dar seguimento à sua candidatura ao Senado.

RAFAEL DE SOUSA
DA REDAÇÃO



Logo após entregar a carta de renúncia ao mandato de vice-governador, Carlos Fávaro declarou nesta quinta-feira (05) que o ato caracteriza uma traição ao governador Pedro Taques (PSDB) e, a partir de agora, está livre para “construir um novo projeto” para o Estado.

“Traição é uma palavra muito antiga da velha política. Isso não existe e, em minha opinião, tem tanto símbolos mostrando que acabou caciquismo. (...) Eu tenho a convicção que não fui um vice figurativo, mas ninguém tem o compromisso para depois de 2018 o que temos agora é a liberdade para concluir um grande projeto”, rebateu.

>>> Clique aqui e receba notícias de MT na palma da sua mão

Como presidente do PSD em Mato Grosso, Fávaro entregou os cargos do partido no Governo e declarou independência política. Apesar dos rumores de que estaria articulando uma candidatura ao Palácio Paiaguás, ele afirma que seu interesse é buscar uma vaga ao Senado.

Ao entregar a carta de renúncia ao presidente da Assembleia Legislativa, Eduardo Botelho, Fávaro argumentou que a atitudeseria uma nova na forma de fazer política usando, como exemplo, o fim do caciquismo.

"Eu tenho a convicção que não fui um vice figurativo, mas ninguém tem o compromisso para depois de 2018 o que temos agora é a liberdade para concluir um grande projeto”, rebateu.

Fávaro alega que deixa o Governo com bom relacionamento com Taques e que o governador recebeu com tranquilidade sua decisão sobre a renúncia.

O presidente do PSD ainda destacou que deixa o Executivo com certeza de dever cumprido e que está “com a consciência tranquila”. Ele ainda fez questão de apresentar números positivos conquistados no período em que comandou a Secretaria de Meio Ambiente por quase dois anos.

“A vice-governadoria não foi coadjuvante e nós atendemos mais de 12 mil mato-grossenses. Além disso, fizemos mais de 12 mil atendimentos e reduzimos os gastos na vice-governadoria em 60%. Para se ter ideia, diminuímos os números de cargos comissionados, de 74 para 20”, detalhou.

Sobre sua saída, Carlos Fávaro evitou falar em descontentamento com a gestão tucano. Apenas declarou que recebeu a missão do partido de pleitear uma candidatura ao Senado e, por isso, não seria ético fazer campanha recebendo um salário de R$ 20 mil e usando a estrutura da vice-governadoria.

Comente esta notícia