CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O ex-vice-governador e presidente estadual do PSD, Carlos Fávaro, afirmou nesta quinta-feira (5) que o partido não admitirá “baderna” e que se os quatro deputados estaduais Gilmar Fabris, Ondanir Bortolini, o Nininho, Pedro Satélite e Wagner Ramos decidirem permanecer na legenda deverão deixar a base do governador Pedro Taques (PSDB).
Os parlamentares anunciaram, em coletiva de imprensa nesta tarde, que querem continuar no PSD e se manter ao lado de Taques, mesmo após a decisão partidária de tomar posição independente ao Governo do Estado.
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“A decisão partidária foi tomada pela maioria em reunião no dia 21 de março em sua sede em Cuiabá, inclusive com a participação desses deputados. O PSD esclarece que a decisão é irreversível. Os caminhos da legenda são e serão trilhados ouvindo a maioria. Não podemos confundir democracia com baderna”, escreveu Fávaro, em nota.
“Quem não estiver satisfeito com esse modelo, que não aceita o que a maioria quer, deve buscar outra agremiação partidária”, destacou Fávaro.
O presidente do PSD ainda pontuou que se os parlamentares insistirem em descumprir a decisão do partido podem ser expulsos.
“Quem não estiver satisfeito com esse modelo, que não aceita o que a maioria quer, deve buscar outra agremiação partidária”, disse.
Os quatro deputados afirmaram ter decidido continuar na sigla após pedido de lideranças e do candidato a deputado federal Roberto Dorner e chegaram a confirmar que poderiam seguir caminho diferente da maioria do PSD durante as eleições, uma vez que Taques deve buscar a reeleição e a sigla não definiu se fará parte do arco de aliança do governador.
“Gostamos do PSD e decidimos ficar. Acho que nossa decisão deve ser respeitada, porque, como falam, o partido não tem ‘cacique’ e queremos ficar para construir um ‘chapão’ para as candidaturas a deputados estaduais e federais. Temos lideranças, como prefeitos, secretários, que nos ajudarão a construir a base em torno do governador”, defendeu Fabris.
Satélite afirmou que decisão dos parlamentares de permanecer na base aliada ao Governo foi um pedido de Taques. Os quatro deputados jantaram com o chefe do Executivo na quarta-feira (4) e participaram de almoço do governador com a bancada federal, nesta quinta-feira.
“Vamos trabalhar para que o PSD esteja no arco de aliança do governador Pedro Taques. Ele nos deixou livre, mas pediu muito, mas pediu mesmo, que nós ficássemos na base junto com ele. Isso ele pediu, sim, mas não interferiu na nossa decisão de ficarmos no PSD”, declarou Pedro Satélite.
“Voto de cabresto não existe mais e têm prefeitos e lideranças que não concordam com a decisão partidária, por isso, não pode haver uma imposição a respeito de sairmos ou permanecermos na base do governador. Juntos, buscaremos ficar no arco de aliança”, concluiu o parlamentar.
Veja a íntegra da nota de Carlos Fávaro
NOTA À IMPRENSA
Diferentemente do que foi anunciado em coletiva de Imprensa realizada hoje por alguns deputados do PSD descontentes com a posição tomada pelo partido de tornar-se independente do atual governo, a executiva do Partido Social Democrático informa:
A decisão partidária foi tomada pela maioria em reunião no dia 21 de março em sua sede em Cuiabá, inclusive com a participação desses deputados. O PSD esclarece que a decisão é irreversível. Os caminhos da legenda são e serão trilhados ouvindo a maioria. Não podemos confundir democracia com baderna. Não teremos divisão em nosso partido. Não teremos dois lados. Todos devem acatar o que a maioria decidiu. Como bem já frisamos, acabou o caciquismo no PSD. Não vamos permitir que uma minoria queira prevalecer suas ideias no grito. Queremos fazer uma nova política, baseada no respeito das decisões democráticas, que devem começar dentro de nossa própria casa: o partido.
Quem não estiver satisfeito com esse modelo, que não aceita o que a maioria quer, deve buscar outra agremiação partidária.
Viva a democracia.
CARLOS FÁVARO
Presidente Estadual do PSD















