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Em um dos trechos da delação, Silval revelou que só obteve apoio de Maggi para a eleição ao Governo do Estado, em 2010, porque aceitou pagar R$ 80 milhões em dívidas do ministro.
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
O ex-chefe de gabinete Silvio Corrêa revelou que “a bronca” maior do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) seria com o atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), que teria proposto ajuda a Silval e não teria cumprido.
Na gravação feita pelo ex-secretário de Indústria e Comércio, Alan Zanatta, em uma visita a Silvio no dia 28 de agosto, o próprio Zanatta comentou que estava acompanhando os desdobramentos da prisão do ex-governador, em 2015, quando soube que Maggi ajudaria a resolver a questão.
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“Alan: Acompanhei tudo... quando o chefe, o Blairo veio aqui e chamou o Barbosinha [Rodrigo Barbosa, filho de Silval] lá na Amaggi... você lembra disso aí, né?
Silvio: Lembro.
Alan: Falou, ‘ó, tá tudo resolvido’. Gerou uma expectativa do ‘caralho’ para todo mundo. Aí, brochou. E foi que ele [Silval] resolveu [fazer a delação]. Ou tô mentindo?
Silvio: Não.”
Na conversa, eles ainda enumeram que o ministro teria sido o mais covarde com Silval Barbosa. Em segundo o ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes, e em terceiro o ex-secretário da Casa Civil, Pedro Nadaf.
Zanatta ainda questiona o porquê de Silvio não ter citado Blairo Maggi em sua delação. Ainda de acordo com ele, Nadaf teria feito alguns apontamentos e Eder não mencionou o ministro em depoimento na Operação Ararath.
No entanto, a delação de Silval apontou que Eder teria mudado seu depoimento ao Ministério Público Federal (MPF) depois de acordo feito com Maggi e Silval, no total de R$ 6 milhões, sendo metade paga por cada um dos ex-governadores.
Silvio confirma o acordo e relata que Silval cumpriu a parte dele e que o próprio ex-chefe de gabinete enviava cheques para o ex-secretário de Fazenda.
Maggi ainda é citado em outros trechos da delação de Silval e foi apontado pela Procuradoria-Geral da República como o líder de supostos esquemas de corrupção em Mato Grosso.
Em um dos trechos, Silval revelou que só obteve apoio de Maggi para a eleição ao Governo do Estado, em 2010, porque aceitou pagar R$ 80 milhões em dívidas do ministro. Todas as dívidas teriam sido pagas através de esquemas de superfaturamento de obras e pagamento de propina a políticos e empresários.





















