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30 de Agosto de 2017, 10h:25 - A | A

PODERES / PRECATÓRIOS DA ENCOMIND

Esquema da gestão Maggi rendeu R$ 35 milhões em propina

Segundo Silval, logo no início de sua gestão, o então secretário da Casa Civil, Eder Moraes, o comunicou que desde a gestão Blairo estava efetuando a quitação de precatórios da empresa e que a construtora “devolvia” em propina, valor aproximado de 40%.

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O esquema já estava em vigor na gestão do atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), e rendeu vantagens indevidas na ordem de R$ 35 milhões, em 2010, disse o ex-governador Silval Barbosa.

O esquema já estava em vigor na gestão do atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), e rendeu vantagens indevidas na ordem de R$ 35 milhões, em 2010, disse o ex-governador Silval Barbosa.

CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO



O ex-governador Silval Barbosa (PMDB) revelou, em sua delação premiada, ter herdado um acerto em propina de 40% sobre o valor de precatórios pagos pelo Estado à empresa Encomind. O esquema já estava em vigor na gestão do atual ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), e rendeu vantagens indevidas na ordem de R$ 35 milhões, em 2010.

Segundo ele, logo no início de sua gestão, o então secretário da Casa Civil, Eder Moraes, o comunicou que desde a gestão Blairo estava efetuando a quitação de precatórios da empresa e que a construtora “devolvia” em propina, valor aproximado de 40%.

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Silval contou que ouviu do ex-secretário que ainda haveria outros precatórios da empresa e que o mesmo acerto poderia ser feito. Segundo Silval, R$ 80 milhões em precatórios foram pagos à Encomind somente entre abril e dezembro de 2010.

Ele declarou que os valores eram utilizados, em parte, por Eder para pagar o “mensalinho” aos deputados estaduais.

“Esse valor foi negociado por EDER MORAES com o representante da empresa ENCOMIND, Rodolfo Aurelio Borges de Campos, não sabendo o colaborador o que EDER MORAES fazia com tais valores, mas tem ciência que EDER usava parte para pagar propinas para deputados estaduais com o fim de apoiarem o governo através dos mensalinhos”.

Em determinado momento, o ex-governador relatou ter se reunido com Eder e com o sócio da construtora e acertado valores para sua campanha de 2010.

“Parte desses valores foram gastos na campanha eleitoral de 2010, sendo enviados para o Partido Progressista através de seu presidente, PEDRO HENRY, que era à época DEPUTADO FEDERAL, o valor aproximado de R$ 8 milhões de reais, não sabendo se todo esse valor veio das propinas do pagamento dos precatórios da ENCOMIND”.

Silval ainda contou que outra parte dos valores foi utilizada para pagamento de dívidas de Blairo junto aos empresários Valdir Piran e Gerson Marcelino Mendonça, o Junior Mendonça, “sendo que todos tinham ciência que os pagamentos dos valores a eles devido eram oriundos de desvios de recursos públicos”.

“O colaborador se recorda que ainda no governo BLAIRO MAGGI, EDER MORAES solicitou que a ENCOMIND enviasse um determinado valor para JUNIOR MENDONÇA, acreditando o colaborador que tal valor fosse em torno de R$ 12 milhões, sendo que parte desse valor JUNIOR MENDONÇA emitiu notas fiscais de combustível para a ENCOMIND”.

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