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Conforme o ex-governador Silval Barbosa, a prática do sistema paralelo teve início no Governo do atual ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) e continuou na gestão do peemedebista.
CAROL SANFORD
DA REDAÇÃO
A delação do ex-governador Silval Barbosa (PMDB) traz uma lista de 10 “operadores” de um sistema financeiro paralelo no Estado, que faziam “girar” o dinheiro ilícito de propina e desvios de recursos públicos. Os operadores eram donos de factorings.
Eles atuavam mediante o recebimento de altos juros, se beneficiando ou distribuindo o dinheiro entre os beneficiários.
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Conforme Silval, a prática do sistema paralelo teve início no Governo do atual ministro da Agricultura Blairo Maggi (PP) e continuou na gestão do peemedebista.
O sistema era operado por donos de factorings e incluiu nomes como de Valdir Piran, Francisco Carlos Ferres, "Chico Badoti", Valcir José Piran, Gerson Marcelino Mendonça Junior, o Junior Mendonça, Avilmar de Araújo Costa, Romulo Botelho, Tergivan Luiz de Morais, Ricardo Novis, pessoas identificadas apenas como Marilene e Jurandir Solução Cosméticos e o ex-secretário de Fazenda, Eder Moraes.
Veja os principais operadores
Valdir Piran
Segundo Silval, uma das dívidas deixadas por Maggi era uma conta corrente que Eder Moraes mantinha com Piran. O montante da dívida era de, aproximadamente, R$ 40 milhões. O ex-governador tomou ciência que, desse montante, de R$ 15 milhões era uma dívida que a Assembleia Legislativa tinha com o dono de factoring . O governo Blairo Maggi assumiu a dívida da AL, após os deputados estaduais José Riva e Sergio Ricardo o procurarem.
Francisco Carlos Ferres, "Chico Badoti" e Valcir José Piran
Silval Barbosa afirma que se recorda de ter operado com ambos na época em que era deputado estadual. Após assumir o Governo, contraiu um empréstimo para pagar a dívida que herdou de Blairo Maggi junto a Piran, sendo que quitou tal dívida com recebimentos de propina da empresa JBS .
Junior Mendonça
Principal delator da Operação Ararath, Junior Mendonça realizava várias operações financeiras com Eder Moraes em nome do ex-governadores Blairo Maggi e Silval Barbosa.
Marilene
Segundo Silval Barbosa, a participação de Marilene está atrelada ao evento de "empréstimo ilegal de campanha do deputado Carlos Bezerra [PMDB]".
Romulo Botelho
O ex-governador disse que se recorda que, entre 2010 ou 2011, havia uma emenda apresentada pela então deputada federal THeIma de Oliveira, no valor de R$ 10 milhões, para construir o sistema captação, tratamento e distribuição de água para a cidade de Chapada dos Guimarães. Segundo Silval, esse valor ingressou nos cofres do Estado, sendo a licitação vencida pela empresa Nhambiquara. Silval diz que TheIma pediu R$ 1 milhão pela liberação do recurso e o pagamento foi efetuado através de uma carta de crédito realizado na SEFAZ.
Ricardo Novis
A participação de Ricardo Novis está ligada aos benefícios fiscais concedidos ilegalmente a frigoríficos.
Tergivan Luiz de Morais
Segundo Silval, Tergivan trabalhou na Assembléia de 2003 a 2006 e participou da compra de uma área, que ao final foi recomprada por Silval e transferida para Wnaderley Torres, dono da empresa Trimec, com garantia do Banco Rural (Fazenda Pantanal).
Eder Moraes
Conforme Silval, Eder foi o responsável por operar o sistema de conta corrente do Governo Blairo, com Valdir Piran, Junior Mendonça e outros. Também teria sido intermediador das relações junto ao Bic Bancoe e estava envolvido nas questões de pagamento indevido de precatório a várias empresas em troca de retorno.






















