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Cuiabá, 06 de Junho de 2026
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12 de Agosto de 2021, 09h:25 - A | A

PODERES / DENUNCIADO PELO MPE

Dilmar diz que defender setores é "função de deputado" e nega sair da liderança

Dilmar foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE), em julho, or meio do procurador Domingos Sávio de Barros, junto a outras 18 pessoas, acusadas de participar de esquema.

DAFFINY DELGADO
DA REDAÇÃO



O deputado estadual Dilmar Dal’Bosco (DEM) descartou a possibilidade de deixar a liderança do governador Mauro Mendes na Assembleia Legislativa, e voltou a negar qualquer envolvimento esquema de fraude em licitação do transporte intermunicipal de Mato Grosso, investigado na Operação Rota Final.

Dilmar foi alvo da 3ª fase da ação, deflagrada em maio pelo Núcleo de Ações de Competência Originária (Naco) e o Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

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De acordo com a ação, ele foi acusado de ter recebido R$ 512 mil em propina da empresa Verde Transportes, entre os anos de 2014 e 2017, para embaraçar a licitação do transporte.

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Para o Dilmar, ele cumpriu com as funções de um parlamentar ao defender o setor como qualquer outro.

“Eu não tenho envolvimento de maneira nenhuma. Não tenho empresa de ônibus, nunca tive ônibus. Eu defendi que o processo licitatório tinha que ser modificado, como foi o da rodoviária [de Cuiabá]. Hoje, as empresas não pagam nem a outorga porque não têm condições de pagar”, afirmou, na tarde dessa quarta-feira (11).

“Você fazer atendimentos a um setor segmentado é função parlamentar. Você [deputado] tem bandeira, defender é um direito. Agora se for lá [para Assembleia Legislativa] ficar sentando no gabinete fazendo ‘selfies’, falando que estou lá só como parlamentar... Eu vou definir e defender o que eu acho que tenho direito de defender”, acrescentou.

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Dilmar foi denunciado pelo Ministério Público Estadual (MPE), em julho, por meio do procurador Domingos Sávio de Barros, junto a outras 18 pessoas, acusadas de participar de esquema. Entre os denunciados está o ex-governador Silval Barbosa, o suplente de deputado estadual Pedro Satélite, o ex-secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Duarte Monteiro, e outras 15 pessoas.

Rota Final

Deflagrada em 2018, a operação teve início após denúncia anônima apontar suspeita de fraude na licitação do transporte intermunicipal de Mato Grosso, em razão de uma concorrência pública aberta em 2017 para nova concessão das linhas de ônibus. Até aquele momento, as empresas funcionavam de forma precária, isto é, sem a regularização por meio de um processo licitatório.

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