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05 de Abril de 2018, 10h:59 - A | A

PODERES / SAÍDA DO VICE-GOVERNADOR

Deputados defendem renúncia de Fávaro e alegam necessidade jurídica

A saída do vice-governador do Governo de Pedro Taques é tratada como necessidade jurídica para que ele não seja considerado inelegível e possa disputar candidatura ao Senado.

RepórterMT/Reprodução.

Os deputados do PSD, Pedro Satélite e Wagner Ramos negam que a medida seja devido ao rompimento do vice com o governador Pedro Taques (PSDB).

Os deputados do PSD, Pedro Satélite e Wagner Ramos negam que a medida seja devido ao rompimento do vice com o governador Pedro Taques (PSDB).

CAROL SANFORD
DA REPORTAGEM



Deputados do PSD defenderam, nesta quinta-feira (05), a renúncia do presidente do partido, Carlos Fávaro, ao mandato de vice-governador.

Os parlamentares negam que a medida seja devido ao rompimento do vice com o governador Pedro Taques (PSDB) e argumentam que a renúncia é necessária para que Fávaro não fique inelegível e possa ser candidato ao Senado.

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“A  renúncia do vice é uma questão jurídica. Ele, se permanecer como vice-governador, e tiver uma viagem do Taques, ele tem que assumir imediatamente o Governo e não tem condições de ser candidato a nada. Então é uma questão jurídica para que ele não fique fora do processo eleitoral”, argumentou o deputado Wagner Ramos (PSD).

"Se permanecer como vice-governador, e tiver uma viagem do Taques, ele tem que assumir imediatamente o Governo e não tem condições de ser candidato a nada. Então é uma questão jurídica", argumentou Wagner Ramos.

À imprensa, o deputado Pedro Satélite (PSD) admitiu que um grupo do partido chegou a lançar Fávaro como opção de candidato a governador, mas segundo ele, o vice teria recuado da ideia e mantém o projeto de se candidatar ao Senado, mas a legislação proíbe que ele responda pelo Governo e seja candidato a qualquer cargo do Poder Legislativo.

Carlos Fávaro anunciou sua renúncia ao mandato de vice-governador logo após as declarações dos parlamentares.

A situação ocorre em meio à crise partidária entre membros do PSD desde que Fávaro entregou uma carta ao governador se desfazendo dos cargos do partido no Executivo e declarando a independência da sigla.

A maioria dos deputados do PSD quer permanecer na base de Taques e ameaça mudar de partido caso não cheguem a um entendimento.

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